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domingo, 28 novembro, 2021

Hollywood reage à inocência de Kyle Rittenhouse: “Aterrorizante”

Revista Mensal
Aldir Gracindo
Aldir Gracindo é professor, escritor de artigos, palestrante, ativista político, realista esperançoso, nerd orgulhoso, nacionalista e violoncelista amador.

Várias celebridades apoiaram a narrativa extremista e cega sobre Rittenhouse ser um “assassino racista” protegido pela “supremacia branca”

Ao fim do julgamento de Kyle Rittenhouse, na semana passada, o jovem recebeu o veredito de inocente de todas as acusações. A sua alegação de legítima defesa foi fartamente documentada por vários vídeos e na investigação. Mas, algumas personalidades de Hollywood aparentemente se alimentaram somente de “informações” da própria bolha e não assistiram ao julgamento. E não gostaram nada do resultado, fazendo declarações estarrecedoras no Twitter.

Esses famosos foram alguns a corroborar a narrativa da extrema esquerda, vale dizer, (1)que tudo é questão de “racismo estrutural” e (2) que ninguém pode ter mais o direito de defender sua comunidade, mesmo sob pedido de vizinhos que temam por suas vidas, a destruição de suas casas e seus meios de sobrevivência.

George Takey, de quem falamos há pouco aqui na Esmeril, disse: “Justiça negada é um golpe físico à nossa psique nacional. Em julgamento estava não só um assassino, mas um sistema que continua a matar. Hoje o sistema derrotou a verdadeira justiça uma vez maks. Mas guarde essas palavras: Nós nunca pararemos de lutar pelo que e certo e justo.”

Mia Farrow tuitou: “Então qualquer um pode vir a um protesto, apenas marchar pelo meio da rua com uma arma enorme – e matar pessoas?”

Kyle apagava tentativas de incêndio de manifestantes violentos, foi perseguido por um criminoso incendiário e só pôde defender a própria vida por estar armado. Mas, em grandes veículos de imprensa, ele foi chamado de “vigilante.”

Pedro Pascal, ator de O Mandaloriano, tuitou: “Joseph Rosenbaum, 36, e Anthony Huber, 27, assassinados 25 de Agosto, 2020. Descansem em paz”.

A atriz Emmy Rossum, de Shameless, tuitou: “Este é um golpe devastador”.

“Vejam este garoto se tornar não só um herói para segmentos da direita, mas vejam ele se tornar encorajado, aparecer no [Joe] Rogan, se engrandecer, entrar em brigas de bar, matar novamente,” tuitou o cocriador da série Billions Brian Koppelman.

“Opressão Sistemática é maligna e destrói o mundo,” disse Lady Gaga.

A atriz Bette Midler fez um dos tuítes mais absurdos: “#kylerittenhouse declarado inocente mas nós O VIMOS matar dois. Fundamentalmente estúpido, eu prevejo que ele seguirá para uma grande carreira na #Fox e círculos da #DireitaRadical, o que conta como um plus para eles. Um dia trágico, trágico para pessoas decentes, PENSANTES, que sentem, éticas em todo lugar.”

Stephen King: “Então, o rapaz branco sai livre. É essa a mensagem?”

Mark Ruffalo: “Nós nos unimos para lamentar as vidas perdidas para o mesmo sistema racista que desvaloriza vidas Negras e desvalorizou as vidas de Anthony e JoJo. #ReimagineKenosha”

“JoJo” (Joseph Rosenbaum) foi o primeiro a perseguir Kyle Rittenhouse após o rapaz apagar um incêndio iniciado por Rosenbaum – Segundo testemunha, Rosenbaum tinha dito a Kyle e outros, antes, na mesma noite, que os mataria. Ele alcançou Kyle e começou a agredi-lo, após o que Kyle disparou os tiros que o mataram. Rosenbaum teria saído de um hospital psiquiátrico naquele dia. Ele cometeu crimes como furto e estupro de crianças. Ironicamente, considerando o contexto, costumava usar injúrias raciais contra negros.

Anthony Huber atingiu Rittenhouse na cabeça com um skate e tentou tirar sua arma quando o jovem estava caído. Ele também tinha histórico criminal e violou a liberdade condicional após ter sido condenado por agressão: estrangular o irmão e chutar a irmã.

Várias outras celebridades fizeram declarações semelhantes. Em todas as postagens, a maior parte das respostas é de pessoas indignadas com os posicionamentos desses famosos. Nas contas em que essas celebridades restringiram comentários, se vê somente respostas de apoio.

Se condenado, Kyle poderia ter recebido até pena de prisão perpétua por assassinato.

O julgamento de Kyle Rittenhouse durou duas semanas com apresentação de provas, testemunhos, depoimento do próprio jovem, pressão da grande mídia contra juiz e jurados (uma emissora chegou a tentar seguir ilegalmente os jurados até suas casas) e até “bronca” do juiz ao promotor por conduta antiética.

O júri demorou 26 horas revendo e debatendo cada uma das acusações e evidências para chegar à decisão de inocentar, na última sexta-feira (19), Kyle de todos os crimes de que fora acusado.

Com informações de The New Yorker, Fox News, Deadline, Heavy.com, NPR e MSN


Nos indivíduos, a loucura é algo raro – mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra

— Friedrich Nietzsche

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