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quinta-feira, 28 outubro, 2021

Halterofilista transexual disputará Olimpiadas na categoria feminina

Revista Mensal
Roberto Lacerda
Roberto Lacerda Barricelli é jornalista, assessor e historiador. Foi correspondente do Epoch Times e colaborador em diversos jornais, como Jornal da Cidade Online, O Fluminense, São Carlos Dia e Noite, Diário da Manhã, Folha de Angatuba e Jornal da Costa Norte.

Neozelandês competirá no levantamento de peso feminino em Tokio

Um halterofilista transexual competirá com mulheres no levantamento de peso, na categoria 87 kgs, nas Olimpíadas de Tokio, segundo o Pleno News.

Nascido Gavin Hubbard, participou de competições masculinas, mas parou cedo, em 2001. Aos 35 anos, em 2013, se autodeclarou mulher, conforme o Diário do Grande ABC.

De acordo com a Wikipédia, Hubbard iniciou os procedimientos médicos para a chamada ‘transição’ em 2012. Por fim, Gavin alterou seu nome para Laurel.

Competições

Em 2017 começou a competir com mulheres. Desde então conquistou uma medalha de ouro no Australian International & Australian Open 2017, em Melbourne, outra nos Jogos do Pacífico de 2019, em Samoa, e mais uma na Copa do Mundo 2020, em Roma, Itália. As primeiras medalhas foram conquistadas na categoria feminina acima de 90kg, enquanto a última foi no evento feminino de 87kg.

Lesionou o ombro, durante os Jogos da Commonwealth 2018, quando liderava a competição, segundo o The Guardian. Precisou ficar um tempo afastado, mas se recuperou e voltou a competir.

Atualmente ocupa a sétima posição no Ranking da divisão feminina acima de 87kg do International Weightlifting Federation (IWF), apesar das poucas competições que disputou e sua lesão em 2018.

Regra do COI

Em 2015, o Comitê Olímpico Internacional (COI) emitiu novas diretrizes, que permitem a qualquer atleta transexual competir contra mulheres, desde que o nível de testosterona no sangue não ultrapasse 10 nanomoles por litro.

O que diz a Ciência?

Um estudo recente, publicado no British Journal of Sports Medicine – uma das mais respeitadas mundialmente – pelo Dr. Timothy A. Roberts, Dr. Joshua Smalley e Dr. Dale Ahrendt, demonstra que as vantagens masculinas não somem com o tratamento hormonal (‘transição’), nem mesmo depois de um ano de duração.

Em entrevista a NBC News, o Dr. Roberts ainda informou que para atletas olímpicos as vantagens masculinas continuarão ainda que façam tratamento hormonal durante dois anos.

Para o nível olímpico, o nível de elite, eu diria que provavelmente dois anos é mais realista do que um ano.

– Dr. Timothy A. Roberts, diretor do Programa Médico de Treinamento para Adolescentes do Children’s Mercy Hospital, em Kansas City, Missouri

De acordo com matéria de Tony Perkins, para o Daily Signal, não é de hoje que médicos alertam para essa vantagem, citando a Dra. Michelle Cretella, presidente do American College of Pediatricians, e que teve vídeo sobre a ‘transição’ censurado pelo YouTube, conforme apurou o Guiame, em 2019.

Homens e mulheres têm – no mínimo – 6.500 diferenças genéticas entre nós. E isso afeta todas as células de nossos corpos – nossos sistemas orgânicos, como as doenças se manifestam, como diagnosticamos e até tratamos em alguns casos.

– Dra. Michelle Cretella, presidente do American College of Pediatricians

Polêmica e Declarações

Apesar do apoio público de autoridades do Governo da Nova Zelândia, a classificação de Hubbard também recebeu críticas. A ex-atleta e representante da Nova Zelândia, Tracey Lambrechs, se declarou contrária por entender que Hubbard possui uma vantagem biológica, segundo a Radio New Zealand (RNZ).

Se Laurel ganhasse o ouro, então a próxima fêmea biológica (deveria) também ganhar o ouro … então Laurel seria uma medalha de ouro como transgênero e então teríamos nossa atleta feminina como campeã olímpica também

– Tracey Lambrechs

Ainda segundo a RNK, uma associação de defesa de mulheres atletas, a Save Women’s Sport Australasia, criticou a política do COI.

É uma política falha do COI que permitiu a seleção de um homem biológico de 43 anos que se identifica como uma mulher para competir na categoria feminina

– Save Women’s Sport Australasia

A halterofilista belga Anna Vanbellinghen também se pronunciou contrariamente à participação de Hubbard numa competição feminina.

Parece uma piada ruim.

– Anna Vanbellinghen

Com informações do British Journal of Sports Medicine, Herald Sun, Pleno News, Diário do Grande ABC, Wikipédia, The Guardian, Inside the Games, Guiame, NBC, Daily Signal e Radio New Zealand


Nenhuma sociedade pode se permitir desprezar ou desrespeitar a verdade.

– Harry G. Frankfurt

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