Manifestantes de várias cidades brasileiras protestam contra medidas ultra-restritivas e recentes abusos por parte dos atuais ministros do STF

Nesta segunda-feira, 15 de março, protestos em forma de carreatas dão sequência às manifestações ocorridas ontem, 14 de março, em diversas capitais e grandes cidades do país. São duas as razões mais apontadas pelos manifestantes: a) a decisão monocrática do ministro Edson Fachin pela anulação dos processos contra o ex-presidente Luis Inácio da Silva; b) medidas ultra-restritivas contra o funcionamento do comércio, no quadro geral de controle da epidemia em curso.

Na última semana, o governador João Dória anunciou medidas ultra-restritivas, voltadas ao controle da epidemia de corona-vírus, que afetam o funcionamento do comércio, sem oferecer aos empreendedores nenhuma contra-partida em virtude de seus eventuais prejuízos. Essa decisão desencadeou uma onda de protestos, iniciados na tarde de ontem e que seguem ocorrendo ao longo da segunda-feira.

Acima, charge representando o sentimento dos manifestantes quanto ao LockDown. Segundo se afirma, as atividades econômicas das quais o povo depende é proibida, enquanto a arrecadação se impõe, gerando uma nova “quebradeira” no setor do comércio e dos serviços.

Muitos manifestantes presentes na Avenida Paulista no último domingo evocam a decisão monocrática de Edson Fachin pela anulação dos processos contra Lula como o motivo que os levou a aderir às manifestações. Em Braília, cartazes indicavam a insatisfação com a corte também.

Brasília, capital do DF, destacou-se pela numerosidade da manifestação popular

Belo Horizonte registrou, segundo o vereador recém-eleito Nikolas Ferreira, “a maior carreata já organizada”. Medidas ultra-restritivas anunciadas pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, na sexta-feira 12 de março desencadearam a manifestação popular.

Em São Paulo, as mensagens registradas em quase todos os cartazes caseiros ou banners criados pelos diversos manifestantes se dirigiam à gestão da epidemia realizada pelo governador.

A reação de paulistanos contra a gestão Dória da epidemia se deve à falta de percepção, por parte do governador, de que a população dependente da renda gerada pelo de setor comércio e serviços é muito grande na capital. As restrições recentes, portanto, devem afetar a renda de parte considerável da população.

Apesar de todas as medidas adotadas durante a chamada “Fase emergencial” visarem conter aglomerações nas principais cidades do estado, o portal G1 registrou imagens de pessoas aglomerando-se em vagões de metrô na manhã de hoje.

Registro da rede metropolitana de São Paulo esta manha, 15 de março de 2021

Segundo a mesma fonte, as novas restrições incluem:

  • Atividades religiosas, como missas e cultos, com atividades presenciais proibidas, apesar de igrejas permanecem abertas.
  • Campeonatos esportivos profissionais, como jogos de futebol, estão suspensos.
  • Lojas de material de construção não podem abrir.
  • Teletrabalho passa a ser obrigatório para todas atividades administrativas não essenciais.
  • Comércios não essenciais, como lojas de roupas e restaurantes, não podem operar com serviço de retirada presencial, apenas delivery (24 horas) ou drive-thru (das 5h às 20h)
  • Fica proibido o uso de parques e praias em todo o estado
  • Toque de recolher passa a ser das 20h às 5h em todo o estado.
  • Os recessos de abril e outubro na rede estadual de ensino serão antecipados

Entre as recomendações que intervém diretamente no cotidiano individual, destaca-se o “Uso de máscara em ambientes internos, inclusive entre familiares de residências diferentes”.

A gestão do coronavírus no estado de São Paulo, portanto, atualmente abrange tanto medidas atinentes à vida em comum, quanto a hábitos privados da população.


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