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domingo, 5 dezembro, 2021

EXCLUSIVA | Intimidação, Exoneração e Ameaças: “Temo pela segurança do meu filho”

Revista Mensal
Samara Barricellihttp://www.revistaesmeril.com.br
Samara Oliveira Barricelli é jornalista, Católica Apostólica Romana, mãe e esposa.

Mulher foi exonerada pela Prefeitura de Araçariguama devido à publicação de crítica sobre transexuais nos esportes femininos

No domingo (17), a Sra. Kaká Reis publicou uma crítica à presença de transexuais em seu perfil pessoal no Facebook. Apesar de se tratar de opinião, ter publicado no final de semana e em um perfil pessoal na rede social, a prefeitura de Araçariguama (SP) a exonerou.

Um grande portal publicou matéria acusando a mulher de transfobia e homofobia, por expressar seu pensamento sobre o referido tema. Obtivemos o contato da Sr. Kaká Reis e trazemos com exclusividade esta entrevista aos leitores do Esmeril News.

Uma matéria de um grande portal afirmou que você foi exonerada por “publicação transfóbica”. Como foi isso?

Link – https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2021/10/17/prefeitura-de-aracariguama-exonera-servidora-apos-postagem-com-teor-homofobico-nas-redes-sociais.ghtml

A primeira nota foi decorrente da página da prefeitura de Araçariguama, inclusive o próprio prefeito postou nos grupos da Cidade. logo após isso foi a vez de uma vereadora de Mairinque, Emily Idalgo [PT], postar em suas redes sociais o ocorrido, ainda dizendo que eu era diretora da Cultura de Araçariguama, o que é mentira. Depois de vários posts de pessoas me acusando, o jornal também postou a matéria.

O que te disseram para justificar sua exoneração?

Quanto à justificativa, foi feita publicamente, e não pessoalmente, ou seja, postaram uma nota de repúdio me exonerando publicamente, mas, não prestaram qualquer explicação pessoalmente.

O que você publicou que suscitou esse ataque?

Créditos da Imagem | Reprodução

O meu texto criticando a presença de transexuais no esporte feminino! Porém, em momento algum foi em contexto ‘homofóbico’, mas, referente a força de uma mulher quando comparada com a de um trans.

Você mantém sua posição, mesmo frente aos ataques recebidos?

Me mantenho firme em minha posição e também quanto a minha forma de me expressar.

Você teme por sua segurança? Por quê?

Temo, mas, não só pela minha segurança, como a do meu filho, que tem apenas 11 anos. Por causa de intimidações e ameaças.

Como isso afetou suas demais relações (familiares, amizades, profissionais etc.)?

A minha filha de 16 anos está desesperada e minha mãe, que tem 70 anos, não acompanha jornais e nem internet, pois é evangélica.

Pensa em medidas judiciais?

Sim. Dois advogados me contataram e já estamos alinhados.

Outros veículos de imprensa tentaram contato contigo? O que disseram?

Sim, a responsável pela matéria do G1 me contatou através do Messenger [chat do Facebook].

Você se sente perseguida?

Sim, me sinto perseguida. Foram milhares de compartilhamentos de pessoas me atacando e recebi até recados me chamando de monstro. Mas, graças a Deus, também há pessoas me defendendo.

Houve tentativas de intimidação no local de trabalho?

Sim, eu fui intimidada, e por pessoas que trabalham na prefeitura de Araçariguama. Eu fui pressionada a publicar uma nota de retratação.


Leia a Nota na Íntegra

Referente a uma publicação de repercussão “negativa”, venho aqui esclarecer um fato sobre uma publicação feita por mim, no dia de ontem!

Eu creio que as pessoas deveriam se concentrar não só nas causas em que apoiam mas também em interpretação de texto.

Vou explicar: “Ao exemplo de uma lutadora recentemente que lutou com uma lutadora trans e foi desfigurada, e o exemplo de FORÇA FÍSICA se torna desigual o desempenho em CAMPEONATOS (e não na vida, no intelecto ou DIREITOS) Outro exemplo, se uma trans resolve usar de força e agredir uma mulher (deixando claro que a mulher por ser mulher não anula o fato de estar errada em uma situação), não tem como uma mulher agir de igual pra igual, levando em conta q sou totalmente contra a agressão física e verbal.

No folder da publicação diz: NÃO À TRANSFOBIA, mas não levaram em consideração. Os olhos se voltaram simplesmente ao texto em questão.

A desinformação é tanta que estão militando contra o PRECONCEITO praticando outros CRIMES como o de INJÚRIA, e está tudo bem, porque o importante é exigir respeito e não ter que respeitar a visão do outro.

Inclusive, no ano de 2009, na cidade de Sorocaba, eu doei sangue para um travesti amigo meu (de Mairinque) e da minha família, por conta de um acidente. Eu poderia ter feito selfies e publicações para tentar me promover na época, e até marcar aqui, aliás, muitos se utilizam de narrativas desse tipo para querer ser o que não são.

E quero crer do fundo do meu coração de que a luta seja somente pelo respeito, inclusão e amor pelo próximo, e não do intuito de praticar os mesmos erros que pessoas PRECONCEITUOSAS de verdade praticam.

O que está acontecendo é o preconceito REVERSO onde pessoas demonstram sua intolerância a opinião e liberdade de expressão.
Estão fomentando um preconceito maior que fere a liberdade de pensar, agir e falar.

É cientificamente comprovado de que, embora algumas TRANS (não generalizando) tenham o biotipo de uma mulher, sejam com uma mulher aparentemente falando, que sinceramente na maioria das vezes eu nem consigo ver a diferença, que por sinal fico até surpreendida com a beleza corporal das mesmas, é nítido de que a FORÇA não se compara com a de uma mulher.

Mas, enfim, se mesmo eu explicando as pessoas continuarem se sentindo ofendidas e discriminadas, eu estou aberta a todo tipo de comentário, indagação e até mesmo a processos LEGAIS, que agora farei questão em acompanhar, se o meu texto anterior soou como discriminatório, vexatório, preconceituoso ou de injúria.

Se alguém do meu círculo de amigos, conhecidos ou não conhecidos, se sentiu OFENDIDO ou DISCRIMINADO, faça valer os seus direitos legais diante a Constituição Federal Brasileira. De modo que, também terei o DIREITO de resposta que está garantido pela Constituição Federal. (Grifos do original).


O mal que fazemos não atrai contra nós tanta perseguição e tanto ódio como as nossas boas qualidades

— François La Rochefoucauld

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