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quinta-feira, 28 outubro, 2021

CHINA | Evergrande não sinalizou pagamento de títulos em dólar

Revista Mensal
Roberto Lacerda
Roberto Lacerda Barricelli é jornalista, assessor e historiador. Foi correspondente do Epoch Times e colaborador em diversos jornais, como Jornal da Cidade Online, O Fluminense, São Carlos Dia e Noite, Diário da Manhã, Folha de Angatuba e Jornal da Costa Norte.

Incorporadora chinesa não informou pagamento de título vencido na semana passada e tem mais US$305 milhões a pagar nos próximos dias

Na semana passada a incorporadora chinesa Evergrande deveria efetuar pagamento de um título no valor de US$83,5 milhões, porém, não sinalizou se pagou a dívida, segundo a InfoMoney.

Nesta quarta-feira (29) e no domingo (03) vencem mais dois títulos, respectivamente de US$260 e US$45 milhões, contudo, há incerteza quanto à capacidade a empresa de garantir os pagamentos. A dívida da Evergrande beira os US$310 bilhões. A Jumbo Fortune Enterprises é a detentora do título de maior valor, cujos credores criaram um comitê para queixas, em caso de calote.

Especialistas recomendaram à gigante do setor imobiliário que evite o não pagamento de seus títulos em dólar, noticiou a InfoMoney.

Injeção bilionária e estatização

O governo do Partido Comunista Chinês (PCCh) autorizou a injeção de US$15,5 bilhões pelo Banco do Povo da China (PBoC) no sistema financeiro do país. A injeção de capital ocorrerá através da recompra de 14 dias, na tentativa de manter a liquidez do sistema bancário, segundo a SUNO Notícias.

Há rumores sobre uma possível estatização da Evergrande, cujos papéis acumulam queda de 81%. O temor de que a incorporadora não honre os pagamentos dos bônus resultou na venda dos papéis de outras empresas do setor imobiliário, responsável por 28% da economia interna do país asiático. Fundos gerenciados pela BlackRock e a Pacific Investiment Management começam a sentir a pressão gerada pelas preocupações do mercado com o possível calote da Evergrande.

Família à deriva

Conforme o El País, a Evergrande deixou um milhão e meio de famílias chinesas a ”verem navios”. As famílias compraram imóveis que deveriam ser construídos pela incorporadora, porém, não sabem mais quando receberão as chaves de suas residências.

Outros setores também sentirão os efeitos de uma falência da ‘campeã’ chinesa, que nos últimos anos expandiu sua atuação para A Evergrande entrou nos ramos de seguros, saúde, parques temáticos, água potável, futebol, veículos elétricos, produtos de gestão de patrimônio etc.

Com informações de InfoMoney, SUNO Notícias e El País


A economia não trata de coisas ou de objetos materiais tangíveis; trata de homens, de suas apreciações e das ações que daí derivam

— Ludwig von Mises

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