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quinta-feira, 28 outubro, 2021

Entrevista exclusiva com colaboradores do 40 Dias Pela Vida em São Paulo

Revista Mensal
Samara Barricellihttp://www.revistaesmeril.com.br
Samara Oliveira Barricelli é jornalista, Católica Apostólica Romana, mãe e esposa.

Conheça o grupo de vigília e oração que organiza a edição brasileira desta campanha pró Vida

A Esmeril News foi nesta quinta-feira (22) acompanhar o segundo dia de ação da Campanha 40 Dias Pela Vida e conversar com seu organizador e também com colaboradores.

Nesta primeira parte, transcrevemos a entrevista com o organizador, Sr. Ricardo Henrique.

Sr. Ricardo Henrique, organizador do 40 Dias Para a Vida em São Paulo | Créditos da Imagem | Samara Barricelli | Direitos Reservados

Em negrito estão as perguntas da repórter Samara Barricelli pela Esmeril News e em caixa normal estão as respostas do Sr. Ricardo Henrique. As demais entrevistas seguirão a mesma estrutura. Algumas perguntas podem se ‘repetir’ em formato diferente, contudo, consideramos isso importante para trazer a percepção dos colaboradores e da organização sobre questões em comum.

ENTREVISTA | SR. RICARDO HENRIQUE | ORGANIZADOR

Como se organizaram para realizar a campanha?

Começamos montando um grupo online, reunindo os voluntários da edição anterior. Também enviamos para influenciadores católicos. A primeira conversa importante foi sobre a divulgação máxima da campanha, por influenciadores, apostolados e ajuda através de relações com gráficas para o material e outros.

Criamos uma planilha com a escala para participação dos voluntários e colaboradores, para os 40 dias. Exceto no caso de voluntários espontâneos, que sempre comparecem.

Quais os objetivos e desafios da campanha 40 Dias Pela Vida?

O principal objetivo é a oração contra o aborto, não só aqui, como nos demais países que aderiram à campanha. Pois, acreditamos que o maior impacto vem da oração. É aberto para as pessoas de todas as religiões. A maior parte da população é contra o aborto e a participação espontânea de voluntários e adesão de pessoas que passam pelo local comprova isso.

Fazemos acolhimento das mães que estão grávidas e pensam em realizar um aborto. Damos suporte psicológico e social, para ajudá-la. Este é também um objetivo muito importante.

Já em relação aos desafios, os principais são os espirituais, pois a tentação e os inimigos sempre aparecem. Principalmente neste ano, no qual infelizmente um grupo de esquerda pró-aborto ocupou a praça inteira, na qual fizemos a campanha nos outros anos.

Nos mantemos firmes e reagindo de maneira pacífica, mesmo às provocações. A vigília é pacífica! Ao invés de agredir, oferecemos a conversão para essas pessoas que acreditam que o aborto é certo.

Apesar de na pergunta anterior ter tocado neste assunto, pode nos dizer como os demais cidadãos podem ajudar nessa luta, para que entendam totalmente e possam se programar para ajudar dentro de suas capacidades?

Claro! (risos). Todos os cidadãos que são Pró-Vida e lutam pela mesma causa, independente de seu credo, podem participar vindo até aqui, rezando conosco, estando presente ou mesmo se voluntariando, conforme sua disponibilidade.

Se não houver disponibilidade para participar presencialmente, podem nos ajudar com doações para materiais de divulgação e alimentos e transporte para os voluntários.

Também podem ajudar divulgando onde for possível, seja na sua Igreja, na sua Paróquia etc.

Foram avisados sobre a ocupação da praça por movimento feminista? Em caso positivo, quando receberam esse aviso?

Infelizmente, não fomos avisados sobre essa ocupação do grupo de feministas na praça. Para nós, foi uma surpresa, pois, logo no primeiro dia que viemos ao local avistamos a tenda, os banners e toda essa situação.

Antes que pudéssemos solicitar a autorização para utilização do local, um vereador transexual do PSOL [Erika Hilton], através da Subprefeitura da Sé, conseguiu a autorização para esse grupo. Porém, justamente por causa dessa ação deles, que visava impedir a nossa campanha, conseguimos comover muito mais pessoas para a causa e obtivemos outro espaço, com ajuda do Deputado Douglas Garcia e da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que garantiu nossa segurança, numa praça ao logo atrás da principal.

Por que você está nessa luta? O que lhe tocou pessoalmente para encarar o desafio de organizar esta campanha?

Eu, Ricardo Henrique, estou nesta luta, coordenando e incentivando as pessoas, para mostrar a Verdade, que é única. No mundo atual a Verdade é tratada com ‘relativismo’. Como disse Chesterton “a verdade é a verdade, mesmo que todos não a vivam. E o errado é o errado, mesmo que todos se enganem por ele”.

O que me faz estar aqui é combater o aborto, que é um assassinato, o verdadeiro genocídio, feito contra crianças, e um abuso contra suas mães. Por isso temos o lema “Salvemos as Duas Vidas”, pois, as mães também precisam de acolhida e nós juntamos diversas ONG’s Pró-Vida que fazem isso, principalmente quando essas mães não possuem estrutura psicológica, social e emocional.

Camila Vieira, colaboradora e voluntária da campanha ”40 Dias Pela Vida” | Créditos da Imagem | Samara Barricelli | Direitos Reservados

ENTREVISTA | CAMILA VIEIRA | VOLUNTÁRIA

O que é a Campanha 40 Dias Pela Vida?

Somos a união de todas as pessoas que são pró vida, independente do credo e da religião, e nos reunimos aqui diante do Hospital Pérola Byington, que é referência em saúde da mulher, mas, que na verdade, promove abortos públicos. Estamos aqui para rezarmos, para travarmos esse combate espiritual. Também pedimos pela conversão das mães e dos médicos que fazem os abortos, além de pedir pelas almas das crianças abortadas.

Esta é a primeira vez que realizam a Campanha no Brasil?

Não, não é a primeira vez. Em 2019 estivemos aqui e enfrentamos a oposição com os mesmos desafios de agora, as mesmas dificuldades, mas que levaremos até o fim com o mesmo propósito, também nesse ano de 2021. 

Quantas e quais cidades aderiram?

No momento eu não consigo lembrar de todos, mas tenho certeza que Recife e Rio de Janeiro. Fora os outros países da América Latina que aderiram ao movimento. 

O que vocês pretendem obter com as ações da campanha?

O principal objetivo dessa vigília é espiritual. É rezarmos, é orarmos pelas vidas dos médicos, mães e bebês. Estamos aqui de coração aberto para acolher as pessoas que sentem a necessidade de estar e orar conosco porque desconhecem o movimento pró vida que infelizmente não tem a divulgação merecida. Também para esclarecer dúvidas daquelas pessoas que não nos conhecem já que a grande mídia nos mascara daquilo que não somos. Como se fossemos um movimento que não luta pelos direitos das mulheres, quando na verdade, lutamos pelos direitos e pelas vidas dessas mulheres e dos seus filhos. Lutamos pelas duas vidas.

Por que as pessoas devem participar? O cristão tem uma obrigação maior? Por quê?

Acredito que todos devem participar desse movimento, porque todos tiveram a chance de nascer e estar aqui. Nossas mães escolheram pela vida, as mães das pessoas que amamos também escolheram pela vida, e o cristão, de modo especial, tem sim a obrigação de estar aqui, porque seguimos o caminho da verdade e da vida. A cultura do evangelho, os valores morais católicos e dos nossos irmãos cristãos de outras denominações não compactuam com o espírito, com a cultura e a política de morte, que se instala no mundo nesse momento.

Por mais que digam que nós não defendemos a vida, que a gestação atrapalha a vida, não é verdade, porque defendemos a vida e a alma, pois, ela é eterna e está presente desde a concepção. A a alma tem um valor inestimável. Por isso, o cristão precisa que estar aqui.

Como entendem a ocupação da praça por um grupo feminista e pró-aborto justamente no mesmo período?

É inegável que foi uma provocação, que o intuito foi nos boicotar. Porém, sabemos que não adiantará de nada, porque estamos aqui e não será um obstáculo a mais ou a menos que irá parar o movimento. Se tratando de uma batalha espiritual a oração transcende, ela não tem fronteiras.

Sabemos que não muda estar na praça ou do outro lado da rua, se a nossa oração for feita com fé, ela surtirá o efeito necessário e fará a vontade de Deus, que é salvar vidas. Portanto, a provocação do movimento feminista não abalará o nosso trabalho e muito menos a nossa fé.

Qual a resposta de vocês aos ataques de grupos pró-aborto e veículos de comunicação?

A resposta do movimento é a oração. Nós sabemos o quanto a oposição e a mídia trabalham em prol de uma agenda globalista de aborto e morte, mas não iremos nos misturar porque estamos numa luta de direitos pela vida. Caso alguma medida seja tomada será no âmbito judicial.

Por que esses grupos e pessoas fazem acusações e tentam impedir a campanha?

Porque incomoda aquilo que eles buscam. Vai contra tudo aquilo que eles querem implantar na nossa sociedade e no nosso país. A gente sabe que quando eles falam de liberdade não é essa liberdade que nós cristãos pregamos, não é a liberdade verdadeira. É a liberdade através da qual você se torna escravo do prazer, da objetificação do seu corpo e de uma série de outras coisas.

Qual mensagem deseja deixar aos leitores da Esmeril?

Eu peço aos leitores da Esmeril que se aprofundem no conhecimento dos estudos e das casas pró vida que temos no país, para que não caiam na falácia da grande mídia, que quer nos pintar como fascistas ou como tantas outras coisas negativas. E quando fizerem esse estudo, o façam de coração e mente aberta, para compreenderem aquilo que fazemos e, se for da vontade de Deus, se juntarão a nós.

Grupo de colaboradores e voluntários da campanha rezando contra o aborto | Vídeo de Samara Barricelli

Colabore com a campanha

O grupo precisa de doações e de voluntários para ajudar na campanha. Segue abaixo os itens necessários.

  • Voluntários;
  • Água;
  • Alimentos para serem consumidos no local;
  • Faixas;
  • Banners;
  • Terços para distribuição;
  • Bancos ou cadeiras para descansarem (Há também gestantes e idosos no local);
  • Os organizadores pagam a passagem e almoço dos voluntários e para isso contam com doações e vendas de livros no local;

Um país que aceita o aborto não está a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obterem o que querem

— Santa Teresa de Calcutá

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