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quinta-feira, 28 outubro, 2021

EDUARDO GAIEVSKI | Terror, Pedofilia e Poder

Revista Mensal
Roberto Lacerda
Roberto Lacerda Barricelli é jornalista, assessor e historiador. Foi correspondente do Epoch Times e colaborador em diversos jornais, como Jornal da Cidade Online, O Fluminense, São Carlos Dia e Noite, Diário da Manhã, Folha de Angatuba e Jornal da Costa Norte.

Conheça o caso do “Monstro da Casa Civil”, um pedófilo indicado pela então Ministra Gleisi Hoffmann para cuidar das políticas às crianças e adolescentes carentes

Em Março deste ano, Eduardo Gaievski (54) foi condenado a 11 anos de cadeia, em regime fechado, por estupro de menor. É a nona condenação do pedófilo, somando 112 anos em punições, segundo a Veja! O ex-assessor da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT/PR), quando esta ocupava a Casa Civil do Governo Dilma Rousseff (PT), está preso desde 2013.

À época de sua prisão, o então assessor era o responsável pelas políticas para crianças e adolescentes carentes, alocado no cargo pela então Ministra Gleisi Hoffmann. Após os crimes denunciados serem confirmados, o jornalista Ucho Haddad apelidou Gaievski de “Monstro da Casa Civil“.

Devido a ampla cobertura dada ao caso pelo Ucho.Info, Gleisi Hoffmann processou o jornalista, editor do portal, que informou sobre o processo em 20 de Dezembro de 2020.

Crimes chocaram Realeza (PR)

Eduardo Gaievski

Antes de ocupar cargo na Casa Civil, o pedófilo foi prefeito de Realeza (PR) entre 2005 e 2012, como lembrou a Folha de Londrina, onde teria se aproveitado para oferecer cargos e vantagens, em troca de favores sexuais. Porém, também abusou do poder para fazer sexo com menores de idade e dar vazão aos seus desejos pedófilos.

As nove condenações envolvem casos de estupro e assédio. A acusação mais grave envolveria sexo oral com uma criança de cinco anos, de acordo com o Ucho.Info. Durante a fase de arrolamento das testemunhas, as mesmas pediram para deporem sem a presença de Gaievski.

Uma mãe desesperou em prantos ao contar como o petista estuprou sua filha de 12 anos, enquanto um aposentado, João Pontes, contou que recebeu ordem de despejo após sua nega se negar a retirar a acusação contra o ex-prefeito. O despejo foi cancelado por medida judicial, informou a cobertura do Ucho.Info.

A primeira condenação ocorreu em setembro de 2014, consoante o Ministério Público do Paraná (MPPR). Na ocasião, Gaievski foi condenado a 18 anos e um mês por estupro de vulnerável, estupro presumido e estupro qualificado, através de sentença proferida pela juíza Janaína Monique Zanellato Albino.

O ex-prefeito de Realeza é suspeito em 38 casos de estupro e coação de menores, favorecimento à prostituição e uso de cargo público para obter benefícios pessoais. Todos os casos teriam ocorrido enquanto ainda era chefe do executivo do município, por dois mandatos, entre 2005 e 2012.

Ministério Público do Paraná (MPPR) – https://comunicacao.mppr.mp.br/modules/noticias/article.php?storyid=11895#

Estranha absolvição

Foto: ALLAN COSTA PINTO/ Tribuna

Em 2016, Gaievski foi absolvido em um dos processos por estupro de vulnerável (crianças e adolescentes), quando a suposta vítima mudou sua versão e disse ter aceitou R$150 para acusar o ex-prefeito.

A Gazeta do Povo noticiou o fato que gerou uma reviravolta nesse caso, quando o pedófilo havia sido condenado em sete outros, em primeira instância.

Contudo, para a dúvida sobre essa mudança de versão no depoimento da menina, que anteriormente alegava que teve 15 relações sexuais com Gaievski, quando ela contava 13 anos.

Há histórico de prisões por tentativa de coação de testemunhas.

Prisões e Mandados contra familiares e aliado

André Gaievski (27), aos 19 anos, filho do pedófilo, e Fernando Borges, que era Secretário de Administração da Prefeitura de Realeza (PR), foram presos em 2013, por tentativa de coação de testemunhas.

Cobertura do Ucho.Info apurou que, pelo mesmo crime de André e Fernando, houve expedição de mandados de prisão também contra os irmãos do ex-prefeito, Edmundo Rafael e Francisco Romano.

Estratégia da defesa

O Blog do Fábio Campana trouxe a público, em 04 de Setembro de 2013, que os advogados de Eduardo Gaievski não negavam que seu cliente fez sexo com crianças entre 11 e 14 anos, no entanto, alegaram que as meninas eram prostitutas.

Apesar das idades baixas, a defesa alegou “maturidade precoce” e pagamento pelo que seriam “serviços de prostituição”, afirmou Campana. Ainda, afirmaram que as crianças teriam condições de resistir ao homem adulto, caso quisessem.

Uma delas, de 12 anos, disse que era virgem e ter sido forçada mediante violência. Suposto áudio de Gaievski contando como “tirou uma virgindade” teria vazado e disponível no YouTube.

Canal do Tenente Fábio / Link – https://youtu.be/RHrYIHKASlU

Gleisi Hoffmann teria negado conhecimento e defendido Gaievski

Dilma Rousseff, Eduardo Gaievski e Gleisi Hoffmann

Em 2014, quando era candidato ao governo do Paraná, Gleisi Hoffmann evitou o assunto Gaievski. Apesar disso, acabou sendo questionada sobre o caso durante debate na TV Bandeirantes, com transmissão simultânea na Rádio Banda B, quando trocou acusações com o candidato do PTC, Túlio Bandeira.

Mas numa entrevista à mesma Banda B, que Gleisi Hoffmann teria negado saber dos crimes e defendido Gaievski. Apesar de registrado pelo Ucho.Info, em 30 de Julho de 2014, o vídeo foi estranhamente removido do YouTube.

Não houve declarações de Gleisi ou PT contra o pedófilo, mesmo após 8 anos e 9 condenações do pedófilo, que atualmente cumpre as penas em instituição no Sudoeste do Paraná e se declarou “preso político”.

Com informações de Veja!, Ucho.Info, Gazeta do Povo, Folha de Londrina, Ministério Público do Paraná, Rádio Banda B e Blog do Fábio Campana


Onde acaba o amor têm início o poder, a violência e o terror.

Carl Jung

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