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terça-feira, 28 junho, 2022

ECONOMIA | Livraria da Vila resiste à crise do setor e abre novas unidades

Revista Mensal
Vitor Marcolin
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

A varejista de livros pretende abrir nova unidade em Brasília

A imposição do isolamento social trouxe enormes prejuízos para diversos setores produtivos, o mercado literário não foi exceção. Gigantes do varejo de livros, como as livrarias Cultura e Saraiva, estão em franca recuperação judicial. O modelo comercial dessas empresas especializadas num público tão restrito — o comprador de livros físicos — foi brutalmente abalado pelo fechamento das livrarias físicas durante a pandemia.

No entanto, Samuel Seibel, dono da Livraria da Vila, quer resistir à maré contrária que afeta o setor. Ex-jornalista e empresário, Samuel comprou a empresa em 2003; a livraria havia sido fundada em 1985. Samuel expandiu o seu empreendimento para 16 novas lojas e está prestes a inaugurar a primeira unidade na Capital Federal, no dia 2 de junho. O negócio que começou numa pequena loja nas proximidades da estação Fradique Coutinho, no bairro paulistano da Vila Madalena, encerrou 2019 com 10 lojas, e prevê inaugurar mais nove unidades até 2023. A empresa, portanto, quase dobrou de tamanho durante a pandemia.

“Essa expansão num momento como esse pode parecer uma loucura, mas nossa avaliação foi de que valeria a pena e sem colocar a empresa em risco, tudo foi estudado”.

Samuel Seibel

À Revista Veja, Seibel contou que a decisão de não demitir funcionários ajudou no projeto de expansão, pois manteve a empresa com mão de obra capacitada para alocar em novas lojas. O mercado editorial demostrou resiliência nos tempos de crise: dados fornecidos pela Nielsen Media Research mostraram que o faturamento do setor em 2020 foi similar ao de 2019, não obstante a pandemia. Em 2021 o setor editorial cresceu 29%. Na cidade de São Paulo, pequenos negócios em forma de livrarias de rua surgiram neste ano. Seibel faz uma analogia com os varejistas americanos; lá grandes grupos enfrentaram fortes crises, mas pequenas livrarias ganharam o mercado. Os livros digitais não diminuíram a procura por livros físicos.

“(…) disseram [que a realidade dos livros digitais] seria o fim das livrarias, mas não foi. Muitos trocaram os livros físicos por digitais, mas outros que inclusive haviam parado de ler voltaram pela praticidade do livro digital”.

Samuel Seibel

Com informações da Revista Veja e Livraria da Vila.


“Um bom começo é a metade”.

Aristóteles

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