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sábado, 28 maio, 2022

Doze metros de envergadura: conheça o voo do maior réptil voador que já existiu

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

Os cientistas levaram quase 50 anos para superar as dificuldades de analisar o fóssil impregnado na rocha sem danificá-lo

Em dezembro do ano passado, um artigo publicado por cientistas da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados dos EUA divulgou os resultados das análises sobre os restos mortais do maior réptil voador que já vivera no planeta. Trata-se do Pterossauro Quetzalcoatlus que, duma ponta a outra de suas asas, alcançava impressionantes 12 metros de envergadura.

O artigo, publicado no dia 7 de dezembro, baseara-se nas análises de um fóssil que fora descoberto em 1971, no Estado norte-americano do Texas. Naquela ocasião, a descoberta fora qualificada como, “indubitavelmente, um dos mais espetaculares fósseis já descobertos no século XX”.

Ao detalhar as conjecturas sobre a anatomia e o comportamento do animal, o coautor da pesquisa, o Dr. Matthew Brown, disse que o réptil voador possuía ossos ocos para maximizar a eficiência do voo; esta é uma característica semelhante às das aves que podem ser observadas atualmente. Para além disto, o Quetzalcoatlus tinha de saltar a uma altura de aproximadamente 2,5 metros a fim de alçar voo.

Representação gráfica do tamanho dos Quetzalcoatlus relativamente a uma girafa e a uma pessoa

Não é preciso muita imaginação para ver o quão magnifico era o voo do Pterossauro. As descobertas sobre a criatura divulgadas no mês passado são o resultado de uma análise que levou quase 50 anos de esforços conjuntos de dezenas de paleontólogos. Os ossos, extremamente frágeis, estavam impregnados na rocha.

“Se você tem esse tipo de osso parecido com uma batata frita preservado em uma rocha muito dura, então precisa remover sem destruí-los”.

Matthew Brown sobre os desafios das análises do fóssil na rocha

O artigo diz ainda que, quando da descoberta do Pterossauro Quetzalcoatlus, outras duas espécies de dimensões menores também foram encontradas no mesmo sítio. Inicialmente, os paleontólogos foram levados a acreditar que se tratavam de répteis jovens da mesma espécie; no entanto, depois de décadas de estudos, os cientistas concluíram que eram Pterossauros de uma espécie diversa. Esses animais reinaram nos céus do Texas há uma quantidade obscena de anos no passado — é mais fácil imaginar o voo da criatura do que há quanto tempo ele ocorrera.


Com informações do portal GZH e do texto integral do artigo (em inglês).


“Não é fácil ter paciência diante dos que a têm em excesso”.

Carlos Drummond de Andrade

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