As emendas à Constituição encerram qualquer possibilidade de legalização do aborto e do casamento gay, no país Latino-Americano. 

O Congresso de Honduras aprovou, nesta quinta-feira (21), uma emenda à Constituição que proíbe, em todos os casos e circunstâncias, a realização de abortos no país. A emenda define que é “proibido e ilegal a prática de qualquer forma de interrupção da vida pela mãe, ou por terceiros, a quem está para nascer, a quem se deve respeitar a vida desde a concepção“. 

A Organização da Nações Unidas (ONU) criticou a decisão soberana do Congresso de Honduras. A preocupação da ONU e de grupos pró-aborto é que a emenda, apresentada pelo Deputado Mário Pérez, do Partido Nacional, deixa a proibição expressa na Constituição, impedindo qualquer caminho jurídico para a prática do aborto no país. 

Jornais internacionais como EL País deram destaque às reclamações da ONU e dos grupos pró-aborto, também replicando dados estatísticos, sem fonte ou evidências, sobre a suposta quantidade de abortos clandestinos e não descobertos – que estariam supostamente entre 51 e 82 mil ao ano-, no país de 7,5 milhões de habitantes (Censo de 2007) a 9,5 milhões (estimativas de 2018). 

Também na mesma emenda, segundo o UOL, foi proibida qualquer possibilidade de realização de casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

O jornal virtual Gospel Prime explicou, em reportagem publicada nesta sexta-feira (22), que a Constituição de Honduras já proíbe o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, portanto, essa emenda visa garantir que esses temas não sofram alterações, nem sejam possíveis outras interpretações judiciais.

Os dois projetos foram inseridos na mesma emenda e aguardam oficialização pelo Congresso, nos próximos dias.

Com informações do EL País, UOL, Deutsche Welle e Gospel Prime

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