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quinta-feira, 27 janeiro, 2022

Como funciona: fogos de artifício

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

Conheça a engenhosidade por trás dos efeitos pirotécnicos

Os minutos finais do derradeiro dia do ano são cronometricamente marcados pelos espetáculos pirotécnicos que, a depender da boa vontade da câmara municipal, podem encantar o público por 15 ou 20 minutos. Tão antigos quanto o próprio calendário, os fogos de artifício funcionam à base de mecanismos ligeiramente complexos. Confira.

O químico e presidente da Guilda Internacional de Pirotécnica, Paul E. Smith, publicou um artigo no qual detalha o funcionamento dos rojões, foguetes, anéis, apitos, crisântemos, minas, candelas romanas, kamuros, crossettes e toda sorte de engenhocas explosivas. O artigo fora publicado no site The Conversation.

Alquimia

Para qualquer um com o aparato cognitivo minimamente calibrado é evidente que a pólvora é o elemento principal nos conjuntos pirotécnicos. Os registros mais antigos da utilização deste elemento no fabrico dos fogos de artifício datam de 1044 d.C., na China.

Segundo Paul Smith, os ingredientes básicos da pólvora mantêm-se os mesmos desde há séculos. Com um composto de 75% de nitrato de potássio, 15% de carvão e 10% de enxofre é possível desencadear efeitos de explosão — singelos ou poderosos.

Acendido o pavio do dispositivo, o enxofre começará a derreter tão logo a temperatura atinja os 112,8ºC, levando o nitrato de potássio e o carvão ao processo de combustão. Esta reação química será a gênese daquela liberação de energia e gás que, ao fluir por um pequenino orifício, desencadeia os efeitos sonoros e visuais que tão bem conhecemos.

A queima de fogos do Rio de Janeiro é considerada uma das mais belas do mundo. Créditos/Prefeitura do Rio de Janeiro

O que determina a potência dos dispositivos pirotécnicos é o coeficiente de pressão aplicado sobre a mistura da pólvora no momento da acomodação deste material no interior dos foguetes. A velocidade, por sua vez, pode ser calibrada de acordo com o tamanho dos grânulos de pólvora — sabe-se que, quanto mais finos estes grânulos, mas rápida será a combustão. Através de um pequeno orifício, o gás escapará rapidamente e lançará fogo pelos ares como uma cascata de luz; mas se o material explosivo estiver suficientemente compactado, o resultado será não uma cascata de luz, mas um clarão nas proximidades.

Som e luz

A fim de maximizar o brilho dos flashes luminosos, os fabricantes usam metais como alumínio, magnésio e titânio, que são os responsáveis pelas faíscas brancas. O ferro, por sua vez, quando utilizado nos foguetes emite as famosas faíscas douradas; alguns tipos de carvão emitem, quando queimados, as cores laranja e vermelho. Sabe-se que diferentes elementos químicos produzem cores diferentes: o bário produz a cor verde; o estrôncio, a cor vermelha; e o cobre, a azul.

O som potente das explosões é produzido quando a mistura dos ingredientes — mais o método de compactação — produz uma grande quantidade de gás rapidamente. O clássico assobio de alguns foguetes é produzido quando a mistura gasosa é liberada por uma pequena abertura na estrutura; para os sons mais graves, no entanto, é necessário um espaço quase hermético.

Com informações do portal TecMundo e do site The Conversation.

Saber encontrar a alegria na alegria dos outros é o segredo da felicidade

Georges Bernanos (1888-1948)
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