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sábado, 28 maio, 2022

Com detector de metais, homem encontra rara moeda de ouro que vale milhões

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

Trata-se de uma das primeiras moedas de ouro cunhadas na Inglaterra

Desde que o inventor francês Gustave Trouvé construiu o primeiro protótipo de um rudimentar detector de metais, em 1874, o potencial da engenhoca para encontrar objetos valiosos foi logo explorado. A prática do detectorismo, tal qual a conhecemos hoje, com expedições amadoras a sítios arqueológicos, velhos campos de batalhas, ruínas de antigas construções, praias ou salões de festas depois de um baile memorável só tomou forma recentemente.

Com a popularização dos aparelhos, que se tornaram mais sofisticados, mais potentes e mais baratos, a prática do detectorismo expandiu-se a ponto de atrair multidões de entusiastas. Estes, espalhados pelo mundo, vasculham cada sítio na esperança de encontrar tesouros perdidos na forma de moedas, medalhas, armas, anéis de casamento, fivelas de cinto, tampinhas de garrafa… Possivelmente, enquanto percorre a orla de uma praia qualquer, o explorador revive o que lera em Robert Louis Stevenson, ou o que vira da atuação de Johnny Depp.

É só uma questão de tempo até alguém encontrar o que estava procurando. Esta é uma verdade bíblica: “aquele que procura, encontra”. O protagonista do último achado digno dos tesouros piratas fora um detectorista amador da Inglaterra. O sujeito — que decidiu manter-se sob anonimato — encontrou uma moeda de ouro raríssima, tão rara que poderá lhe render a fortuna de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,7 milhões).

Trata-se da “moeda de ouro de Henrique III”. A peça, que foi encontrada em uma área agrícola na cidade de Devon, na região Sudoeste da Inglaterra, fora cunhada por volta do ano de 1257. Henrique III é retratado sentado sobre um trono ricamente ornamentado; ele tem nas mãos um cetro e um orbe. A raridade deste achado pode ser mensurada quando constatado que esta é uma das oito moedas do tipo conhecidas — a maioria, claro, está sob o resguardo de museus.

O felizardo não se deu conta da importância do seu achado até que publicou uma foto da moeda em sua rede social. Tão logo a imagem foi exibida na rede, um numismata de plantão por nome de Gregory Edmund, que presta os seus serviços de consultoria para a empresa de leilões Spink & Son, viu a peça e, mais do que depressa, contactou o sujeito feliz a fim de incrementar-lhe a felicidade informando sobre a raridade do achado.

“Este foi um de seus primeiros dias de prospecção em muitos e muitos anos, então ele obviamente não conseguia acreditar no que havia descoberto. Foi uma descoberta casual durante a prospecção perfeitamente legal dentro do escopo, e é apenas o caso em que esse descobridor em particular não avaliou a importância da descoberta até procurar a opinião de especialistas”.

Gregory Edmund à CNN

Como se trata de apenas uma moeda, isto é, um objeto de valor que não integra um conjunto maior, a lei da Inglaterra permite que o cidadão permaneça com o seu achado — e faça dele o que lhe apetecer. Para o júbilo do detectorista anônimo, a moeda foi avaliada em quase três milhões de Reais, e será leiloada pela casa Spink & Son neste Domingo.


Com informações da CNN Brasil.


“A sorte favorece a mente bem preparada”.

Louis Pasteur

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