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quinta-feira, 28 outubro, 2021

Caso Miguel: Mãe e madrasta são acusadas de assassinato

Revista Mensal
Samara Barricellihttp://www.revistaesmeril.com.br
Samara Oliveira Barricelli é jornalista, Católica Apostólica Romana, mãe e esposa.

Corpo do menino ainda não foi localizado, mas Polícia Civil possui provas robustas sobre o assassinato

A mãe Yasmin Vaz dos Santos e a madrasta Bruna Porto da Rosa, foram presas em Porto Alegre (RS) acusadas de matar o menino Miguel dos Santos de apenas 7 anos de idade. A Polícia Civil encontrou no celular da madrasta, provas suficientes da participação de ambas no crime. Os vídeos foram gravados por Bruna e mostram as torturas físicas e psicológicas que o menino sofria.

No vídeo divulgado pela polícia mostra a madrasta ameaçando o menino Miguel, onde ela afirma que se ele fizer xixi, vai “esfregar na sua cara” e que a ação “será bem tranquila”. No vídeo, o menino está dentro de um armário onde vivia trancado e amarrado todos os dias. De acordo com o delegado Antonio Carlos Ractz, o menino foi morto e jogado no Rio Tramandaí pela própria mãe.

Veja a narração da conversa entre o menino e a madrasta:

Madrasta: “Por que quando a tua mãe está aqui tu se joga? E dá com a tua cara no armário sendo que comigo agora eu abri e tu botou o teu pé direito pra sentar?”

Miguel:É porque com ela eu acho que daí ela me ajuda. Com ela eu tento me aparecer de todos os jeitos pra ela dizer: ‘não, vou deixar ele solto, porque olha, ele não consegue segurar o xixi e ele preso ele não consegue ir no banheiro sozinho, ele precisa avisar e ele não tá avisando, então eu vou deixar ele solto”

Madrasta: “Eu vou te cuidar. Se a tua mãe chegar e tu te mijar eu te desmonto a pau. Eu te desmonto, eu te desmonto, eu te desmonto e tu vai sair todo quebrado, se tu se mijar eu pego o teu mijo e esfrego na tua cara. Tu tá entendendo? E vai ser bem tranquilo pra mim.”

A Polícia Civil teve acesso aos prints de conversas pelo Whatsapp entre a mãe e a madrasta, e também entre a madrasta e a irmã.

Conversa entre a mãe e a madrasta

Segundo a madrasta, Lorenzo seria o “amigo imaginário” do menino.

Em outra conversa, a mãe e a madrasta planejam comprar uma corrente para prender o menino e evitar que ele fugisse. Num trecho, as duas falam sobre a compra de uma corrente. Segundo o delegado Ractz, seria usada para acorrentar o menino com o objetivo de evitar fugas.

Conversa entre a mãe e a madrasta sobre a compra de uma corrente para prender a criança.
Conversa entre a madrasta e a irmã.

Miguel era obrigado a escrever ofensas sobre si mesmo em caderno

A mãe e a madrasta obrigavam a criança a escrever frases como “Eu sou cruel”, “Não mereço a mamãe que tenho”, “Eu sou um filho horrível”, dentre outras.

Frases copiadas pelo menino sobre si mesmo.

O assassinato

De acordo com o relato feito a Polícia Civil, a mãe usou medicamentos para dopar o menino, colocou o corpo da criança dentro de uma mala e jogou no Rio Tramandaí, há mais de uma semana. A polícia trabalha com a hipótese da criança ainda estar viva quando foi jogada no Rio ou que a mãe o tenha esquartejado para caber na mala e desovado seu corpo em outro local.

A gente não descarta a possibilidade dela ter largado essa criança em outro lugar. E também não descartamos a ideia de que, aquela criança talvez não coubesse dentro da mala. Então tem outras linhas de atuação sendo vistas. Mas são locais de difícil acesso, com mato fechado, lodo etc.

Tenente Elísio Lucrécio

Até o momento não foi localizado o corpo do menino Miguel.

Com informações de Record News


Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem.

Friedrich Nietzsche

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