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domingo, 5 dezembro, 2021

Britânica com Síndrome de Down tenta derrubar Lei de Aborto por Deficiência

Revista Mensal
Samara Barricellihttp://www.revistaesmeril.com.br
Samara Oliveira Barricelli é jornalista, Católica Apostólica Romana, mãe e esposa.

A mulher está recorrendo à Corte Suprema contra a lei e denunciando o governo do Reino Unido

Na última terça-feira (6), Heidi Crowter (26) se apresentou à Corte Suprema do Reino Unido contra a Lei de Aborto, que permite realizar o ‘procedimento’ até o nascimento, caso o bebê tenha alguma deficiência “seriamente incapacitante”. Nessa regra estão inclusos os bebês com Síndrome de Down, de acordo com o The Christian Institute.

O Abortion Act, de 1967, permite o aborto até 24 semanas de gravidez. Porém, o artigo 1.1 prevê a extensão da permissão do aborto até o nascimento quando “existe um risco substancial de que, nascendo a criança, sofra de anormalidades físicas ou mentais que a deixem seriamente incapacitada“.

Segundo o ACI Digital, foram registrados 3.083 abortos devido a diagnósticos de deficiência no pré-natal, em 2020, na Inglaterra e País de Gales, sendo que 693 foram por Síndrome de Down.

Crowter é casada há um ano e seu marido também tem Síndrome de Down. Ela recebeu o reforço de Máire Lea-Wilson (33), mãe de uma criança com essa deficiência. O advogado de ambas na Corte Suprema é Jason Coppel, especialista em direitos humanos. Coppel denuncia a Lei de Aborto como discriminatória.

[A Leí do Aborto] perpetua e reforça os estereótipos culturais negativos em detrimento das pessoas com deficiência.

– Jason Coppel

Apoiadores defendem a Vida

Crowter e Lea-Wilson receberam o apoio do grupo Don’t Screen Us Out, que arrecadou US$140 mil para financiar o processo, e da atriz Sally Phillips. O filho mais velho da atriz tem Síndrome de Down.

Todos, no mundo inteiro, merecem ser tratados igualmente, sem importar a deficiência, o gênero, a raça, a religião.

– Máire Lea-Wilson

Luta por dignidade

De acordo com a Public Health England, 85% dos bebês diagnosticados com Síndrome de Down são abortados.

vida é boa para pessoas como eu e a lei do aborto deve refletir isso. Somos todos iguais e os médicos não devem dizer às mulheres que se arrependerão se o seu filho nascer. Deviam apoiá-los. Me entristece que isso não aconteça. Minha família não lamenta que eu tenha nascido, meu marido não lamenta que eu tenha nascido e todos os meus amigos também me apreciam. Estamos felizes com nossas vidas.

– Heidi Crowter

O tratamento dado as mães quando seus bebês são diagnosticados com Síndrome de Down, ou outra deficiência, é degradante e humilhante, segundo o relato de Lea-Wilson.

[Após o diagnóstico pré-natal] eles me perguntaram repetidamente se eu queria interromper a gravidez.

De repente, a forma como eu fui tratada mudou. Deixei de ser uma mãe emocionada, que esperava o seu segundo filho, e passei a ser uma mulher que enfrentava uma grande tragédia e que tinha que tomar uma ‘decisão’: abortar ou não a minha gravidez.

Tenho dois filhos que amo e valorizo da mesma forma, então não consigo entender por que a lei não os valoriza por igual.

Os juízes devem saber que não estamos sofrendo e que nossos pais e família não sofrem. Os médicos precisam ouvir isso, precisam ouvir pessoas como eu e aprender mais sobre a vida com síndrome de Down.

– Máire Lea-Wilson

O julgamento deve durar até dois dias, segundo cronograma da Corte Suprema. Caso sejam vitoriosas, isso alterará a lei no Reino Unido e pode reverberar em países com legislações similares, como a França.

Com informações do The Christian Institute e ACI Digital


Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; os homens decidem quem deve viver e quem deve morrer.

– Santa Teresa de Calcutá

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