Introdução

Até agora, diante da pandemia de coronavírus, o governo federal vem fazendo tudo certo. Porém, o Bolsonaro e os bolsomitas demonstram um sério ímpeto de dar tiro no próprio pé. O ministro Mandetta está fazendo o que é preciso fazer. Tirá-lo do ministério da saúde não apenas seria demitir alguém pelo cumprimento do dever, como seria um verdadeiro ato de auto-flagelo político.

Por que o governo puniria a si mesmo por agir de acordo com o exigido pelas circunstâncias? Ainda assim, vozes dentro da base do governo (incluindo-se, ao que parece, a do próprio presidente) demandam a cabeça do Mandetta. Eu, particularmente, não entendo. Inclusive, venho defendendo que a postura a ser adotada seja: Keep Calm and Trust Mandetta.

I. Mandetta É Bolsonaro

Estaria eu sendo contra o presidente assim? Isso nunca tinha me passado pela cabeça. Afinal, trata-se de um ministro do governo Bolsonaro, e ao reconhecer ser irrepreensível o trabalho do Mandetta até aqui, estou necessariamente elogiando o governo liderado pelo presidente.

Entendia eu estar ao lado do presidente nesse imbróglio; até por que nunca enxerguei incompatibilidade entre os discursos do presidente e do ministro. Se as ações do governo parecem incompatíveis com os apelos do Bolsonaro, Mandetta sempre fez questão de mostrar-lhes a conexão. No entanto, começaram a fazer parecer que o Mandetta é adversário, ainda que venha atuando dentro dos parâmetros do próprio governo.

Por exemplo, o Mandetta jamais negou que o presidente tenha um ponto ao defender a questão econômica. O ministro sempre falou em “confinamento insustentável” para descrever a situação e “sanfona” para definir a mais provável postura do país diante do problema. A atual medida é necessariamente temporária. Quanto mais o tempo passa, mais próxima está de acabar.

A diferença entre as posições do presidente e do seu ministro da saúde se resume meramente a “quando”. Aparentemente, para alguns, isso já é suficiente para tornar Mandetta um agente chinês infiltrado. Até há pouco, eu acreditava que a postura como que esquizofrênica do governo fosse meramente a manifestação pública de uma estratégia politicamente necessária.

II. O Governo entre Cila e Caríbdis

Por uma série de circunstâncias, Bolsonaro é um governante cuja principal missão política é sobrevivência. Trata-se de um governo em busca pela consolidação de sua legitimidade política. Nesse cenário, tomar uma decisão equivocada pode ser fatal. Contudo, o coronavírus colocou o governo diante de um conflito entre duas escolhas ruins.

A decisão de optar pela preservação da saúde pública não é tão simples quanto muitos advogam que seja. Se o país optar pela saúde pública, a economia desfalece-se, brasileiros são jogados à pobreza, podendo levar o país ao caos social e mortes. Se o país optar pela economia, a saúde pública entra em colapso, podendo levar o país ao caos social e mortes. Não há saída. Agora, se qualquer decisão será equivocada, e um erro grave pode ser letal, o que fazer?

Levar o coronavírus a sério e tomar medidas contra seu avanço são ações justas e necessárias. Contudo, as consequências econômicas de um confinamento público podem ser piores do que as da doença, tanto individual quanto socialmente. Ademais, não podemos ignorar que o Brasil está saindo do verão e indo para o inverno; nosso sistema de saúde sequer suporta a carga normal de doentes; e nossa economia já se encontra totalmente fragilizada.

Diante desse cenário, é preciso dividir esforços. Bolsonaro, o presidente, nitidamente fez a opção política pelos pobres; já o governo dele, Mandetta à frente, fez a opção pelos doentes. O governo parecer optar por ambas as escolhas concomitantemente é logicamente incoerente, mas politicamente astuto. Com isso, o governo cobre ambas as bases e demonstra estar atuando de forma abrangente diante de um problema grave e de ampla magnitude.

III. A Vantagem de Bolsonaro

Se isso está rendendo agora dores-de-cabeça ao chefe do Executivo federal, trata-se apenas do custo a pagar por estar diante de circunstância indigesta. Logo, isso deve mudar. Futuramente, a atuação dos ministros permitirá argumentar que o governo não se omitiu no combate ao coronavírus. Quando inevitavelmente a atual situação tornar-se insustentável, seja do ponto-de-vista da saúde pública, seja da perspectiva econômica, seja de ambos, as ações do governo serão prova de que não houve omissão para com a vida dos brasileiros.

Nesse momento, em que a opção pela saúde pública passar a ser inviável, Bolsonaro entra em cena como “a voz da razão”. No auge do problema, o presidente estará em posição de dizer que tentou evitar a situação a todo custo. Quem estiver sofrendo com a retração econômica, verá no presidente um aliado. Por outro lado, a oposição ficaria impossibilitada de tachá-lo de insensível. Afinal, o governo teria feito o possível para diminuir o impacto do coronavírus sobre a saúde pública.

Uma derrota política aparentemente inescapável seria transformada em vitória inapelável. Bolsonaro reassumiria naturalmente o protagonismo para liderar o país em momento tão difícil e doloroso. Politicamente, para o presidente e para toda a Direita brasileira, isso é fundamental. Portanto, um aparente conflito entre o Bolsonaro e a ala da economia, de um lado, e o Mandetta e a ala da saúde, do outro, faz-se necessário para que o atual governo siga adiante, apesar dos desafios constantes.

Conclusão

Tal conflito, no entanto, deve ser aparente. Se for real, não há estratégia alguma. Seria apenas coincidência. Aí, o risco de acabar mal é enorme. Isso seria ruim para o governo e para o país – seja politicamente, seja economicamente, seja para a saúde pública, seja para tudo. Em resumo, neste momento, Mandetta não pode cair.

Por ora, mantenho minha esperança de o governo conseguir fazer uma bela caipirinha com todos esses limões que recebeu. Estamos diante de uma oportunidade ímpar, não apenas de avançarmos na legitimação política da Direita, mas também tanto para negociar reformas econômicas liberais em troca pelos estímulos keynesianos que o Congresso tentará impor por causa da crise quanto para modificar nossa infraestrutura e nossa logística para o país tornar-se menos dependente de São Paulo. Porém, para isso, o governo precisa primeiro evitar o auto-sabotamento.

fim
Revista Esmeril - 2020 - Todos os Direitos Reservados

9 Comments

  1. Olha, não creio que o Presidente dedique tempo a esse assunto se sua Politica de Governo estivesse sendo adotada.
    Mandetta saiu da curva em tempos de hidroxicloriquina + outros, a atitude tinha que extrapolar o mero formalismo da metodologia.
    Será que essa metodologia seria mantida se fosse um parente próximo a ele? Se isso que hoje foi adotado tivesse sendo executado desde quando o Presidente deu essa determinação? Será que já não teríamos um protocolo mais amplo evitando o encaminhamento do paciente para a UTI? Isso confirmado, seria necessário a compra de 15.000 respiradores superfaturados em leilões de empresários chineses pagando ágio de 200%? Será que já não teríamos outras condicionantes para o trabalho? E muitas outras questões.
    Com sua dissonância em relação as expectativas do Presidente dificultou a própria ciência na evolução de um protocolo mais abrangente.
    Quantas vidas poderiam ter sido salvas? Se a vida não for a dele nem de alguém próxima talvez pouco interesse.

    • Obrigado pelo comentário, Romero. Suas ponderações são bem pertinentes.

      Sobre o tempo, creio que se trata da agenda mais relevante do momento. Não surpreende que o presidente esteja dando prioridade ao tema. Sobre ser a política de governo do Bolsonaro, essa dissociação entre o discurso do presidente e a prática da sua administração vem ocorrendo desde o primeiro dia.

      A questão da hidroxicloriquina, eu não sou perito no assunto para opinar. Ainda que o Mandetta esteja errado, e é possível que esteja, isso não seria algo que alteraria minha opinião acima. Se o Mandetta estiver errado, isso ficará comprovado em breve. Seria mais um ponto a favor do Bolsonaro. Portanto, no geral, a situação segue se encaminhando dentro do curso esperado.

      Entendo que o presidente tem a ganhar mais adiante com a manutenção de curso. A hora do presidente chegará logo mais. Até lá, é possível e recomendável ser paciente e ajustar pequenas diferenças através de negociação. Afinal, política é negociação.

      Se houve um rompimento no consenso, é preciso encontrar um novo equilíbrio. Bater de frente pode ser contraproducente. Aliás, nesse caso, inclusive, foi. O presidente publicamente perder uma queda-de-braço com um de seus ministros é péssimo. Trata-se de um desgaste absolutamente desnecessário.

      Se o Mandetta é contra a hidroxicloriquina e, no momento, sendo politicamente inviável trocar o ministro, é preciso encontrar um jeito de fazê-lo ficar a favor: seja negociando uma liberação restrita para teste; seja promovendo uma pressão da opinião pública; etc. De qualquer sorte, é preciso paciência.

      Evidentemente que não é fácil manter-se paciente numa hora dessas. O presidente está numa posição delicada, e eu digo isso expressamente no texto. Porém, elegemos políticos exatamente para que façam o que nós não conseguiríamos fazer.

  2. Caro Paulo, a analise foi pertinente, mas…
    Todo dia de manhã ingiro um copo de suco de limão puro, nem em sonho ingiro estupidificadores de consciência, como o alcool, a caipirinha, e nem em sonho me preocupo com doenças, até porque sei que NÃO EXISTE DOENÇAS, EXISTEM DOENTES!
    A tal caipirinha é fonte ABSOLUTA de muitas, mas muitas desgraças mesmo disseminada por todo o Brasil e sua matriz, o álcool é a fonte de, no mínimo, 90% de todas as estupidezes feitas pela humanidade nos últimos 3000 anos!
    Já o limão é um personagem que é antisseptico, curativo, e entupido de vitaminas e a casca se fosse trabalhada seria uma inesgotável fonte de combustível renovável! Inclusive na decada de 80 um personagem inventou um esquema de espremer casca de cítricas para recolhimento do óleo que é absolutamente inflamável e odorificante, a meta dele era combustíveis alternativos!
    É sabido, pela medicina popular (aquela que não enche o rabo de grana de ninguém aliado a multinacionais de fármacos e tampouco a industria de respiradores de agentes causadores da desgraça para vender redenção superfaturada) que o limão, assim como as frutas no geral têm papel mágico na mantenência da integridade física, fisiológica.
    É sabido que limão é agente fundamental na debelação de GRIPE, se juntarmos ele e o alho temos um coquetel de cura de resfriados que é absoluto, só com o limão temos a certeza da não instalação do estado morboso fundamental para qualquer gripe!

    Não seria mais procedente o titulo glamourizar o poder curativo do limão em vez de invocar ditado estúpido que afirma que a lixeira de uma bebida TÓXICA e destruidora da dignidade humana e sobretudo da SELETIVIDADE FEMININA é o resultado mais profícuo no uso do limão?
    A caipirinha cria o bioma perfeito para a desintegração da integridade humana, e pior, por usar uma fruta sagrada, mágica, é entendida como algo salutar. A caipirinha faz pessoas imbecis, estúpidas, arrogantes e corajosas (anabólico de covardes), e esse tipo de gente é o que garantiu não só o Brasil lobotomizado sistêmico, mas o mundo inteiro afundando na mais profunda fossa!

    Isso é a mesma ilação irracional que diz: “mudou da água para o vinho”!!
    A água é o líquido fundamental, o solvente universal, o agente lixiviador de todas as imundícies corporais (oriundos do alcool, do pantagruelismo, das comemorações e bebemorações, etc.), o LIQUIDO DA VIDA! E mesmo assim, existem alegações de que o vinho, uma desgraça fermentada garantidora de mulher aceitando macho inferior ao alfa e ômegas “valentes” como alfa mas com capacidade de ômega, é mais salutar que a fonte máxima da vida???

    Será que não fica mais do que explícito que temos que resetar nossos modus operandi e vivendi para deixarmos de ser os lixos que aceitam estupidez gripal como agente de sequestro de liberdade e sobretudo, de discernimento?
    Culpamos os outros por toda sorte de lixeira, mas com copos de caipirinha na mão afirmamos em alto e bom som, que nós estamos certos e os que não concordam estão errados!

    Uma gripe só mata um DEGENERADO, e degenerados SEMPRE têm um custo social absurdo, são eles os assassinos de trânsito, embriagados com suas caipirinhas, são eles os mérdicos violadores que escudados na profissão gineco conseguem violar mulheres de forma velada e aceita (por favor não venham com papo de que o cara de tanto ve perde a fissura, isso é papo de estuprador dissimulado ou corno resignado), são eles os causadores de toda sorte de desgraça que se abate sobre a humanidade desde sempre, e são eles que devemos proteger e curar??

    Sinceramente, essa retórica me lembra aquele infeliz que bebeu todas a noite inteira, e no fim comeu a azeitona do martini, e aí vomitando até as tripas diz: aquela azeitona não caiu bem…

    Temos que empregar nossos esforços para ajudar os que buscam se livrar da degeneração sistemica, e não ajudar aos degenerados a permanecerem vivos fazendo o que sabem fazer, DEGENERAR!

    Não sei se percebeu, mas essa retórica que defende é exatamente a mesma retórica defendida pelas governanças degeneradas, se blinda o degenerado e se garante a degeneração dominante, e aí, temos os ungulados que roncam e fuçam nascidos em lupanares dominando as casas legislativas e lixos pernósticos celerados como justiciadores em céleres julgamentos lenientes com o que eles próprios são!

    Não se ajuda quem se degenera, esse tipo de ser merece a morte ou vai fazer o que sabe fazer, degenerar, e todos continuarão sustentando os custos criminais desses lixos.
    Não acreditem que um degenerado só porque agora é “velhinho” deixou de ser degenerado, ele simplesmente perdeu força para degenerar ao redor, mas nele a degeneração continua impávida tanto é que é ameaçado por vírus de carona!

    Pessoal, temos que ter mais respeito pelo que e porque defendemos, ou acabamos defendendo o indefensável!

    Agradeço a atenção e espaço cedido

    • Eu que agradeço pela leitura e pelo comentário, César.

      Chê, o que posso te dizer em resposta? Vejamos.

      Sobre a incompatibilidade entre virtude e embriaguez, os romanos diziam “in vino veritas” ou “a verdade está no vinho”. Se Deus é, por definição, a Suprema Verdade, tem-se que “Deus está no vinho”. Isso, diga-se, é o que o próprio Cristo revela aos apóstolos na Santa Ceia quando lhes passa o cálice de vinho dizendo: “eis o Meu Sangue”.

      Portanto, se as pessoas se degeneram com a embriaguez, esse efeito não têm origem na substância enebriante, mas em nós mesmos. O virtuoso segue virtuoso ainda que embriagado. Quem não se controla em tal estado, ainda precisa desenvolver melhor suas virtudes.

      Da mesma forma, a bebida pode aparentar ser capaz de fazer-nos mais bravos, mais criativos, ou mais alegres. Contudo, tais virtudes não estão na substância extrínseca. Pelo contrário, já estavam presentes em nós. Tal verdade apenas revela-se!

      Dito isso, achei muito interessante e pertinente a ligação que fizeste entre os ditados “fazer de um limão…” e “mudar da água para o vinho”. Esse último tem origem bíblica. Na narrativa cristã, DEUS transforma água em vinho para salvar uma festa que corria o risco de terminar por falta de bebida.

      Os dois ditados, portanto, têm esse sentido comum: de transformar algo amargo ou insosso em algo doce ou animador. É esse justamente o ponto do artigo. Argumento eu que, apesar da situação difícil em que nos encontramos, temos uma ótima oportunidade de fazer algo positivo.

      Outrossim, a caipirinha, pela capacidade enebriante do álcool, tem a capacidade de trazer à tona as verdades latentes. A sociedade brasileira precisa que isso aconteça para poder se conhecer melhor e aprimorar-se.

      César, teu comentário é digno de um brinde: Saúde!

      • Caro Paulo, agradeço sua resposta, gosto muito da gauchada, vcs parecem mais eloquentes e dispostos ao debate, e eu adoro debates! 😀

        Vamos aos pontos que defendeu.
        O dditado popular “in vino veritas” foi cunhado porque já naqueles tempos o “politicamente correto” já era visto como correto (sic), as pessoas parecem que há muito não entendem que se políticos são absolutamente incorretos, venais, sectários, o politicamente correto é evidentemente INCORRETO! E aí, em um mundo onde a hipocrisia é a medida, o vinho é a verdade!
        Levando em conta que a covardia também é mola mestra, tanto é que todos se escudam no estado, no próximo, no polícia, no médico, no salva vidas, e por aí vai, fica mais do que patente que o vinho, o álcool é o catalizador da verdade, mas não porque só com o alcool essa é manifesta, mas sim porque sem ele o quem impera é a COVARDIA ! Se sou conscio de minha razão e não temo as adversidades, da verdade me sirvo!
        Ou seja, o alcool é um remédio para a covardia, mas só funciona enquanto em níveis séricos altos!
        Antes de falarmos de deus, vou colocar um ditado chinês de antes da revolução timoneada pelo comunismo: “existem, no mínimo, três verdades, a minha a sua e o fato”! Entendendo que para que haja o existir é fundamental o trinômio: emissor (agente), receptor (objeto) e meio (referencial), fica claro que o fato em si não pode ser auferido, e esse em tese seria o único verdade, pois esse não tem ponto de vista (referêncial junto ao emissor como medida) absoluto, apenas relativo! Logo, a verdade é sempre RELATIVA! Não há nenhuma forma de existir apenas uma verdade, pois não é possível dois corpos ocuparem uma mesma posição ao mesmo tempo!
        Voltando a verdade de deus, vale outro ditado: Os demônios dos perdedores são os deuses dos vencedores e vice versa!
        Nem preciso dizer que alegação de que vinho é sangue de cristo é lobbie dos capuchinhos fermenteiros e alambiqueiros de antanho. Quer forma mais sólida de se forjar um alcoolatra do que alegar que o vinho é sagrado e perdoado por deus?
        Prefiro não me adentrar na seara religiosa por uma razão simples, eu discordo de QUALQUER religião, e entendo deus exatamente da mesma forma que um nobre conterrâneo seu, o Mário Quintana, que dizia: “Para os peixes do aquário, quem coloca a água é deus”. Ou seja, deus é relativo à potência do ser, seres de maior potencia são sempre entendidos deuses pelos de menor potência, vide os Elohin encantados com a beleza das mulheres dos homens as terem tomado como esposas!
        Para o gado somos deuses, e eles depois de um tempo são colocados na carruagem celestial (caminhão do matadouro) e levados para viver dentro de deuses! É ipsis literis aquele conto do soylent green!
        Não existe a virtude na falta de lucidez! Drogas são remédio, proibidas ou não, e só as usam os doentes e nunca os virtuosos! Quando estamos satisfeitos com nosso potencial não ingerimos “anabólicos” mesmo que etílicos! Alcool é fundamental para o sexo lazer, mulher depois que bebe ficas fácil SEMPRE, e não há virtude em uma mulher que não seleciona apenas o alfa, e bêbada não escolhe, o alfa então, nem pensar, o alfa não deteriora seu equipamento e tampouco crê que ambiente de alcool é algo salutar!
        O mesmo se aplica a festas, festas só são pertinentes para o hedonista, para o irresponsável, para o forte, saudável, a festa é acordar de manhã antes do sol nascer e espreguiçar o corpo em realizações físicas!
        A realização de fazer 2 km a mais na nadada matutina é muito mais forte e duradoura do que a garantida pelo apelo bacante!
        Parodiando seria mais ou menos o seguinte: uma garrafa de vinho do porto, 100 reais, um wisky escoces 27 anos , 1000 reias, uma remada matutina vendo o sol nascer no horizonte, não tem preço!
        Festas só procedem quando vivemos na frustração, nessa situação a festa é o lenitivo clamado por todos, mas isso não quer dizer que estejamos bem, quer dizer que estamos enfermos!
        Mais um detalhe: as papilas gustativas são sensíveis à variação de intensidade até certo ponto, a partir de um ponto elas ficam anestesiadas e só doses cavalares de condimentos mitiga a saturação sensorial desnecessária! Se comemos de forma frugal, o sabor sutil é sempre exuberante, já se ingerimos só coisas carregadas de sabores exponenciados só mesmo na overdose para sensibilizarmos nossas papilas!
        Os sabores e odores da água são uma delícia, mas para entender isso, é fundamental as papilas gustativas não entupidas!
        Quem se controla não ingere nada que interfira em seu julgamento, isso é controle, se ingere alteradores de consciência, evidentemente não se controla!
        Que tipo de virtude encontrariamos em algo que nos entorpece e garante a coragem para falarmos o que pensamos? A virtude não está na capacidade de falarmos a verdade de cara limpa?
        Realmente a bebida nos faz ficar eloquentes, explosivos, violentos, etc. Mas precisarmos dela para isso não seria uma agressão ao nosso modo de ser? E será que essas “qualidades” são qualificadas? O catalizador só acelera o processo! E em tese catalizadores são fundamentais quando buscamos uma reação rápida, ou seja, se gostariamos que os soldados fossem ao campo de batalha sem medo, aí, sim, usamos o alcool para encorajar os soldados, mas nós, os comandantes continuamos sóbrios, fingimos beber para garantir a cumplicidade ritualista, mas não bebemos, afinal, no comando precisamos é de cérebro arguto alem do limite!
        Alcool é bom para dar para os outros, sobretudo mulheres, fortalece nossos escores de status para arrotar quantas já comemos, mas não serve para nossas filhas e esposas ao lado de outros! Não façamos aos outros o que não gostariamos para nós! Eu mataria um lixo que embebedace uma filha minha para tê-la! Não tem sentido eu apoiar tal agenda!
        Se não conseguimos tirar de nossos cérebros o máximo de potencial, não tem sentido achar que uma substância o fará, e mais, se precisamos disso é sinal que talvez não tenhamos o que acreditamos ter!
        Uma festa que termina por falta de bebida é uma festa hipócrita, onde todos se toleram e festejam não pelas companhias mas pelas drogas! Nessa fica a impressão que deus é bem nefasto, pois precisa embriagar os seus para que esses celebrem!
        Não existe nada mais amargo e insosso do que a frustração de precisarmos de drogas para nos sentirmos completos!
        O que seria do doce sem o amargo, do salgado sem o ácido, da alegria sem a tristeza, da dor sem o bem estar, da luz sem as trevas? Todos eles são contrapontos!
        Imagine uma situação onde só acontece uma monocromia total, ela em si não existe, nada existe sendo absoluto, pois o absoluto não cede oportunidade para nada! A crença da demonização do fel e a glamourização da doçura garante a dicotomia fundamental do “divide et impera”, é pertinente ao dominante e nunca ao dominado!

        Um sociedade onde buraco de fezes é órgão sexual vai trazer que tipo de verdade latente? A coprolagna?
        Eu concordo em gênero, número e grau quando afirma que é fundamental um sacode na nossa sociedade, mas só que o alcool sempre sacudiu essa sociedade e só o que brotou foi lixo, não seria isso uma prova de que o alcool só cataliza o que não presta? Será que não estaria faltando exatamente a coragem para encarar a realidade nua a crua das vissicitudes da vida em vez do alcool? E coragem real não se pega no alcool, se pega no fortalecimento! Quando somos fortes, bastantes em nós mesmos, não tememos encarar a realidade de forma absoluta com relação o nosso pensar e agir, pois sabemos que trilhamos uma vida repleta e dessa forma sabemos que mesmo que abreviada nossa vida por forças externas ela foi completa em realizações em si mesma. Só tem medo da morte aquele que sente que não fez nada do que podia, e aí, irá sair do palco da vida sem ter vivido. E convenhamos não se vive b~ebado, bêbados atropelamos a vida sem vivê-la!

        Se não se importa, brindemos com água, sintamos as sutilezas dos sabores, e aromas da água, mas por favor, nem em sonho brindemos com água frufru perrie e outras palhaçadas, brindemos com a água virgem que ainda não foi violada pela civilização com venenos como fluor (refugo de alta toxidade industrial da produção de alumínio e urânio, que é tão venenoso que é proibido alijar em solo, tem que ser acondiconado tal e qual material radiotivo ou de alta toxidade), cloro, alumínio e outros, todos usados para dar a apar~encia palatável para os que não têm mais sensibilidade gustativa para perceber que estão ingerindo água com gosto metálico e em alguns casos, de esgoto!
        Deixo de saideira um texto notável e uma sugestão memorável.
        “Os homens que comem carne e tomam beberagens fortes têm todos um sangue azedo e adusto, que os torna loucos de mil maneiras diferentes. Sua principal demência se manifesta na fúria de derramar o sangue de seus irmãos e devastar terras férteis, para reinarem sobre
        cemitérios.”
        A princesa da Babilônia
        Voltaire

        “Be water my friend.”
        Bruce Lee

        À nossa saúde!

          • Caro Paulo, vou tomar a liberdade de responder por aqui, pois aqui está nosso debate.
            Fizestes uma verdadeira ode à diversidade!!!
            No bojo está bem defendida a proposta, só que a proposta é distópica, logo, não há defesa!
            Desfilastes um cem números de razões para os apupos à diversidade, travestida de multiculturalismo (ou vice versa), mas diversidade, e vou mostrar porque não existe multiculturalismo sob a ótica que defende!
            O multiculturalismo, EM TESE, implica no intercâmbio de culturas, mas para que ele haja é fundamental que haja CULTURA! Mas, o que é a cultura?
            Sob o ponto de vista atual, a cultura é a estupidez perene, onde o sexo é sadio, é cheio de paz e amor e os resultados são sempre “sensacionais” embora só nasçam rebentos arrebentados na raiz, no ventre materno, no esperma desselecionado! É por isso que de todos os estudos de perfil “ontossociológico” eu fico com a ETOLOGIA! Ela é mais sincera, e não dá margem à interpretação devaneiesca!
            No mundo animal, aqueles que equivocadamente, nós chamamos animais irracionais, a seleção é a premissa básica da CULTURA, e sobretudo da DIVERSIDADE! As fêmeas SÓ aceitam o mais capaz, até porque mais inteligentes, embora “irracionais”, entendem que permitir ao inferior o direito de proliferação não garante prole que seja perpetuável!
            Assim, elas em vez de baterem palminhas para a diversidade, batem palmas só para o alfa.
            No Brasil, toda sorte de lixo visceja, desde tempos cabralinos aqui se aboletam os abjetos, os aventureiros, os nômades desterrados e graças a magnanimidade da terra acabam encontrando porto seguro!
            Mas que tipo de gente são esses “brazucas”, são melhores, são mais eficazes? São primairiamente nômades e todo nômade só tem uma qualidade, o comércio, assim, temos uma população biscateira, que visa lucro em qualquer emprendimento, mas sem apresentar algo de qualidade, vide o modus operandi das empresas brasucas, que são notavelmente conhecidas pela incompetência!
            Existem estudos mostrando essa qualidade empreendedora laboral do brazuca, para produzir o que um dos EUA produz, são necessários 4 ou 5 brazucas!
            O nômade só tem meta de parasitismo, nunca de labor na base, afinal base não interessa ao nômade! Ele não produz, ele não gera, ele apenas repassa, e sambarca o lucro da negociata! Foi assim desde sempre.
            Dizer que o tuga copulou o Brasil é bastante eufemista, pois o tuga ESTUPROU o Brasil, até porque em guerra, o primeiro troféu é a MULHER, e só o que existe em nação derrubada é mulher estuprada!
            Logo, essa ode cheia de ufanismo brazuca não serve para estatística, mas serve para se contar a história, afinal a história sempre é contada pelos vencedores, pelos invasores! E claro, quem conta um conto, aumenta um ponto!
            É valida na mesa do bar ou no livro de poesias, mas “insubstante” em uma analise de eficácia.
            Os resultados são mais claros do que as interpretações! podemos interpretar qualquer coisa de qualquer coisa, mas não temos como tergiversar os resultados NUNCA, a não ser, é claro, se escrevemos a história e não é o nosso caso!
            Logo, conseguirmos ir aos píncaros do ufanismo não nos coloca em posição privilegiada, mas nos dá um corforto de consciência enquanto bacantes, e uma frustração absurda quando lúcidos!
            Essa mescla do povo brazuca foi feita com o que há de mais abjeto, e para piorar, os apelos lúdicos do clima tropical garantem um instinto fornicatório extremado, ao ponto do Brasil ser entendido porto seguro do turismo sexual, onde o que sobra são as crias notáveis do sexo abjeto, cheio de paixão e sem seleção!
            E o mais espantoso é que mesmo sendo o Brasil o maior consumidor de viagra no mundo, ainda termos pessoas que entendem que o sexo feito aqui é de qualidade! Se fosse, a mulherada ficava contente com só um macho, o escolhido, mas não é assim, a mulherada FRUSTRADA acaba se entregando a todos em busca do prazer cantado em versos e prosas!
            As crenças dos homens não são a mesma das mulheres, valete se pavoneia dizendo que comeu todas, mulher se pavoneia dizendo que fez sexo fora de série, embora no dia seguinte já esteja procurando fazer com outro! É evidente que não existe sequer o tal dois se tornam um, se isso acontecesse, não haveria tanta comunhão escomungada! E tampouco prole sem a unidade familiar completa!
            Mas como hoje as medidas dos omens virou a medida das mulheres, elas mesmo frustradas até o talo, alegam estar no caminho certo! Embora, essa nação seja a primeira em cirurgias plásticas e genitais, algo que me diz claramente que a frustração é o tema recorrente!
            Aqui chegamos ao ponto de termos “omens” que fazem implante para aumentar o membro, os símios sequer conseguem entender que a genitália feminina segue a mesma lógica da masculina, cada qual com seu tamanho e evidentemente todos não cabem em todas, mas todas, graças a estupidez, aceitam dentro o fora de medida e aí, já sabemos, será ou chifre, lesão no útero (isso os mérdicos não contam, mas a maior causa de cancer de colo de útero é PROMISCUIDADE, e lesão gerada por membro fora da medida) ou períneo a fazer .
            O brazuca tem uma sexualidade tão “sadia” que em vez de rigidez e quentura (o que faz as mulheres entenderem o sujeito “pau doce”) acha que o negócio e puxar o membro até aumentar ao patamar pornô! E a mulherada sempre se esforçando para agradar macho de qualquer forma, sobretudo com AUTOMUTILAÇÕES!
            Talvez não consiga entender por conta da inserção social sólida, mas uma pessoa se rasgar para enfiar borracha dentro do corpo, dentro DA FONTE ALIMENTAR DO FILHOTE, só demonstra DESESPERO! Uma pessoa pedir para mutilarem seu estômago evidentemente passa por uma distopia existencial inominável! E mais uma vez o Brasil está por cima das estatísticas!
            Como mostro de forma bem clara, não há formas de se tentar ufanizar um povo miserável, um modus operandi degenerado uma nação sem identidade escudada na diversidade como identidade, afinal a diversidade tem identidade do que, se não do inindentificável!
            É claro que depois de gerações iremos dizer que a diversidade é nossa identificação, mas isso só será entendido pelos diversos e desseletivos. É aquele lance, pretensão e água benta cada um pega o que quer!

            Continua

          • Se toda essa diversidade cantada em prosa fosse algo salutar, evidentemente todos seriam capazes de gerar filhotes de forma natural, mas não é isso que acontece, o que acontece é estupro de óvulos, um casal de pulhas (quem busca colocar no mundo o que a biologia renega não é algo que preste), degenerados clamam a outro degenerado para que esse estupre o óvulo relutante de receber “eepermatozóide manco” (se lembra da piada do espermatozóide manco?)!
            Entender esse tipo de nação (algo epidêmico hoje em dia) algo salutar e digna de ser cantada em versos e prosas é algo que foge ao racional e beira o desfuncional!

            É um direito de todos acreditarem no que quiserem, entretanto quando nossas crenças dificultam nosso entendimento, é sinal que a crença já se fez prejudicial!

            Baco ou dionísio nunca foi um deus deus no sentido mais abrangente da palavra, sempre foi um patético agente da concupiscência, um agente da irracionalidade, da covardia valente enquanto bêbada!
            E os nascidos dos bacanais (nascidos de sexo bêbado) pagam pela degeneração visceral de seus pais! São aqueles frustrados no colégio porque o coleguinha é infinitamente mais inteligente que ele, são aqueles que chegam em um museu de arte e dizem, “são provas da capacidade criativa da humanidade”!
            Que humanidade, cara pálida, a dos incapazes??? Os gênios foram poucos e hoje são raros, à beira do inexistente, uma prova para lá de cabal que a humanidade é um amontoado de BORRAS que gostam de gozar com o dos gênios, que por sinal se dependerem dos “humanos” dão bem mais do que só Vinte! Que Leonardo da Vinci tenha inveja desses notáveis que gozam com o do outro sem pudor e cheios de orgulho!
            Hoje, temos 90% da população que se deixada só, MORRE, pois são incapazes de fazer qualquer coisa, são os burrocratas, os hedonistas, os diversificados, os multiculturais!
            Quem constrói tudo são inventores, criadores, artistas e nunca diversificados multiculturais, esses se limitam a fazer artes naif, e arte naif há 200 anos atrás eram as feitas por crianças no pré primário!
            Uma crença não faz o fato, mas o fato quando da pior espécie gera crenças mis, até porque essa é a única forma do fato não ser percebido um flato!
            A agenda feita contra a humanidade com a mutagenia da sexualidade nos desgraçou há mais de 5000 anos, hoje somos meros ecos da desgraça, já completamente degenerados já não conseguimos perpetuar a degeneração per si, somos obrigados a pedir ajuda de degeneradores, vide médicos estupradores de óvulos, carniceiros rasgadores de ventres, enfiadores de silicantes sacos enxertados…
            Tentar achar algo que presta em uma sociedade que usa perfume e desodorante para negar que fede (olha que curioso, no português não existe o “eu fedo”, esse verbo é indefectível), usa viagra para negar que é impotente, usa de estupradores para negar a infertilidade, usa de roupas para negar a insatisfação com o equipamento primário, usa de enxertos e extirpações para negar suas próprias formas!!
            Você tem certeza que estamos falando dos mesmos personagens??
            Sinceramente, se tivesse usado o ditado de forma correta: do limão se fez uma limonada, não estarias agora tentando defender o indefensável!
            Uma crença é um ponto de vista, o fato é algo fora do ponto de vista, é o estado de arte da proposta, se uma proposta degenerada, é o estado de arte da degeneração! E a diversidade, a mulculturalidade feita aqui não prestou e não presta, não obstante que lá fora a coisa não está melhor e não por acaso estamos pulando de cabeça no ocaso!

            É isso Paulo, não quero gerar celeuma, mas defender o indefensável não nos coloca em posição favorável!

            Mais uma vez agradeço a atenção e espaço cedido!

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