A cidade não teve casos por 24h, segundo o boletim epidemiológico  publicado da prefeitura em 18 de fevereiro último.

Na quinta-feira (18) a Prefeitura de Armação dos Búzios (RJ) publicou boletim epidemiológico anunciando que a cidade estava há 24h sem novos casos de COVID-19 e zerou a ocupação de leitos reservados a pacientes com a doença. 

Segundo o Portal G1, o boletim epidemiológico foi divulgado pela prefeitura através de sua Secretaria de Saúde, que informou o reforço da atuação diária no combate ao Novo Coronavírus, para evitar sua propagação. Ainda segundo a Secretaria, todas as medidas necessárias são utilizadas desde o começo do ano. A cidade permanece aberta ao turismo e aos demais negócios.

Tentativa frustrada de Lockdown

Em dezembro de 2020 a 2ª Vara de Búzios determinou o fechamento da cidade e a saída dos turistas num prazo máximo de 72 horas. Os cidadãos reagiram e ocuparam o legislativo e o executivo, mas depois direcionaram a ocupação ao Fórum local.

A Associação Comercial e Empresarial de Búzios oficiou os representantes dos três poderes exigindo uma posição sobre a situação sanitária da cidade e quais medidas eram necessárias para evitar o Lockdown, que considerou “uma ação tão extrema e que pode acarretar resultados traumáticos à manutenção socioeconômica do município com consequências que se estenderão para além deste ano“.

A Defensoria Pública alegou à época que o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para combate a Covid-19, assinado pela prefeitura, não teria sido cumprido. Na manhã seguinte à decisão a população protestou nas ruas de Búzios, bloqueando o trânsito no trevo sentido Praia da Ferradura. 

No mesmo dia dos protestos, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) revogou a decisão da 2ª Vara de Búzios, afirmando que não cabe ao poder judiciário elaborar políticas públicas, tampouco tomar decisões administrativas.

O presidente do colegiado responsável pela decisão, Desembargador Claudio de Mello Tavares, afirmou:

“O respeito às diretrizes técnicas busca justamente garantir o princípio da separação de poderes, um dos pilares de sustentação da República. O ônus da política de combate à Covid-19 é do Poder Executivo”.

– Cláudio de Mello Tavares

Festividades 

O final de ano ocorreu com a cidade aberta aos turistas e aos negócios, porém, não houve aumento expressivo no total de casos. Em 16 de dezembro de 2020 Búzios contava 2423 casos de COVID-19, no último 17 de fevereiro relatou 3136 (9% da população de 34.477 cidadãos) e 32 mortes (1,1% dos casos). Os dados são referentes ao período completo desde o início da pandemia. 

Segundo reportagem do jornal O Globo, a Defensoria Pública de Búzios afirmou que haverá aumento exponencial de casos de COVID-19 após o Carnaval, apesar do mesmo não ter ocorrido após as festas de Ano Novo, na cidade turística. 

Recuperação social e econômica

Segundo matéria da Rede ND+, Búzios é o primeiro destino turístico mais promissor de 2021 no Brasil e o terceiro no ranking global. 

Essa atração turística deve alterar consideravelmente a situação do município. Em 2020 a população de Búzios foi a que mais necessitou do Auxílio Emergencial do Governo Federal, no Estado do Rio de Janeiro, segundo reportagem da CNN Brasil. 

E por falar em ajuda federal…

Neste ano, o Ministério do Turismo investirá a “fundo perdido” na Região dos Lagos, no Estado do Rio de Janeiro, formada por treze municípios, incluindo Armação dos Búzios, informa o jornal O Dia.

O investimento será captado pelo Conselho de Desenvolvimento do Turismo da Costa do Sol (Condetur) e aplicados na realização de eventos tradicionais. Os recursos serão requisitado através da Plataforma Mais Brasil. 

“Somente o Condetur tem autonomia para inscrever os projetos. Uma equipe técnica está avaliando os eventos tradicionais que movimentam o turismo regional. Infelizmente, o governo estadual há anos não investe nos eventos do interior. Não há uma política estadual séria para o turismo e cada secretário que entra apresenta um projeto diferente que dificilmente sai do papel’, informou o presidente do Condetur, Marco Navega. 

Com informações do Portal G1, da CNN Brasil, O Dia, Jornal Extra, Portal R7, Portal Consultor Jurídico (CONJUR), O Globo e Rede ND+. 

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