O recém nascido é filho de Isabela Nogueira Evangelista e Thiago Ribeiro da Silva. A família relata que a mãe sofreu “violência obstétrica”

De acordo com o Portal Abordagem Notícias, um recém-nascido morreu após escorregar das mãos do médico obstetra na Maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Assis (SP), nesta terça-feira (13).

A família procurou a reportagem do Portal Abordagem Notícias para relatar o sofrimento da parturiente Isabela Nogueira Evangelista, 20 anos, que deu a luz via parto normal ao primeiro filho, que se chamaria Vitor, mas que veio a falecer, após escorregar das mãos do obstetra que também é professor.

A família informou que Isabela começou a sentir contrações, dores e sangramento na madrugada do dia 13. Ela foi levada à Maternidade Nossa Senhora das Vitórias, localizada entre a Santa Casa e a Maternidade de Assis.

Segundo a irmã, Raphaela Nogueira Evangelista, que assistiu parte dos procedimentos, Isabela estava com um dedo de dilatação quando foi mandada pra casa, mas na manhã seguinte retornou por volta das 7h30, com muita dor e sangramento, sendo levada para fazer uma cardiotocografia fetal (exame feito para monitorar os batimentos do bebê, que estavam normais).

Quando a dilatação do colo do útero da parturiente estava em torno de seis centímetros, ela foi colocada em uma pré-sala, na cadeira de parto e com a presença de cinco alunos do curso de medicina. Raphaela, não suportando o sofrimento da irmã, saiu da sala e pediu que a mãe entrasse.

Isabela e Raphaela

A minha irmã sentia muitas dores e implorava que fosse feita uma cesariana, mas esse direito foi negado a ela. É assim que as coisas funcionam pelo SUS, eles tentam o parto normal até o último instante mesmo contra a vontade da gestante. Minha irmã gritava de dores e o médico dizia para ser forte, que ela era jovem, que estava fazendo força do jeito errado. Ela foi colocada no chuveiro, fizeram ela caminhar para estimular o parto e ela morrendo de dores. Foi desumano. Tinha cinco alunos na sala e médico mostrando a eles como se faz um parto normal. Como estava difícil, o médico disse que o útero não estava totalmente aberto, então “enfiou o dedo” para ajudar a descolar e naquela altura a minha irmã já não aguentava mais de dor. Querendo ou não, ele a forçou a ter um parto que ela não estava aguentando.

Raphaela, irmã de Isabela

Ela enfatiza que a irmã desmaiou por três vezes e mesmo sem conseguir ter o parto normal, foi forçada. Há suspeita de “violência obstétrica”; expressão atualmente associada a práticas médicas intrusivas durante o parto.

Após o nascimento, o recém-nascido foi colocado no colo da mãe que observou um tom arroxeado na cabecinha e devolveu ao obstetra que o deixou cair. Após tentativas de ressuscitar o bebê, a equipe médica voltou para informar que ele não resistiu, conforme reportagem da GloboPlay.

A polícia foi acionada e foi à maternidade. A família se deslocou até o plantão da Central de Polícia Judiciária de Assis (CPJ), onde foram atendidos pelo delegado plantonista Luís Gustavo Scaff.

O corpo do recém-nascido foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico.

A Santa Casa de Misericórdia de Assis emitiu uma nota sobre o falecimento do recém nascido, para o Portal Abordagem Notícias

  • A mãe e os familiares foram e estão sendo amplamente assistidos pela equipe da maternidade e direção da instituição.
  • A equipe obstétrica acompanhou presencialmente a paciente durante todo o período, seguindo todos os protocolos médicos.
  • Após o parto, o bebê foi recepcionado pela pediatra que constatou sinais de cianose hipoativo e ausência de choro.
  • Diante do quadro foram realizados todos os protocolos de reanimação do recém-nascido sem sucesso, sendo constatado o óbito pela pediatra.
  • A direção da maternidade orientou a família a realizar um boletim de ocorrência, como a análise no Instituto Médico Legal (IML) de Marília (SP).
  • A Instituição se solidariza com os familiares da criança mediante a delicada situação.
  • • Diante do rigor com que a instituição conduz a assistência aos pacientes, qualquer acontecimento fora da normalidade sempre passa por avaliação criteriosa. Todos os óbitos são verificados por uma comissão constituída para este fim, e a ocorrência deste óbito passará também por procedimentos internos de avaliação. Se constatada qualquer irregularidade, serão tomadas medidas, de acordo com a análise e o parecer da Comissão de Ética da Instituição.
  • • A Maternidade da Santa Casa de Assis tem uma história centenária e impactante, possibilitando o nascimento de inúmeros assisenses e tem sido reconhecida como um centro de excelência, com uma equipe formada por Médicos e Enfermeiras Obstetrizes, com elevada experiência na área. Após estabelecimento de parceria com o Curso de Medicina da FEMA, passou a ter Médicos Obstetras em plantões presenciais 24h.

Reafirmamos o compromisso de total transparência e integridade em todas as nossas ações, mas qualquer parecer precisa ser fundamentado e isento do impacto dos acontecimentos.

Com informações do Portal Abordagem Notícias, GloboPlay e Em Assis


O maior pecado para com os nossos semelhantes, não é odiá-los mas sim tratá-los com indiferença; é a essência da desumanidade.

– George Bernard Shaw

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Revista Esmeril - 2021 - Todos os Direitos Reservados
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