Casos de agressões e assassinatos de crianças no seio familiar se multiplicam pelo país. Sinal de alerta ligado em todos os Estados.

Aqui na Revista Esmeril publicamos a notícia sobre a mãe que queimou a mão de seu filho de 7 anos por causa de achocolatado. Também publicamos sobre a mãe e a bisavó que tentaram forçar uma menina de 14 anos a abortar, usando chá de arruda. 

Infelizmente não são casos isolados. As agressões, torturas e assassinatos de crianças por aqueles de quem menos desconfiamos lotam as páginas policiais. E isso é preocupante! 

Casos como o da pequena Isis Helena, que em 02 de março de 2020 contava 1 aninho e dez meses e foi assassinada por sua mãe, Jennifer Natália Pedro, que confessou o crime, se repetem em 2021. Jennifer (foto) foi morta na penitenciária de Tremembé (SP), nesta segunda-feira (22), conforme apurou o Portal G1.

Minas Gerais: Bebê é assassinada por namorado da mãe

A cidade de Raul Soares (foto), em Minas Gerais, iniciou o ano de 2021 sendo palco do assassinato de um bebê de 10 meses, pelo namorado da mãe. O assassino tem 15 anos e a mãe da vítima, 21 anos. 

A mãe também foi indiciada, pois estava ciente da vontade do namorado em assassinar seu bebê, devido a ciúmes, e ainda ajudou a criar um álibi para proteger o assassino, segundo o jornal Estado de Minas. 

O crime ocorreu em 01 de Janeiro de 2021. No mesmo dia, a mãe e o namorado contaram à polícia que o bebê teria passado mal durante a noite de Réveillon e que desconheciam a causa da morte. 

A narrativa foi desmontada a partir da análise do corpo do bebê pelo legista do Posto Médico-Legal da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). 

Piauí: Mãe espanca filho de 2 anos

Segundo o Portal G1, uma mulher, cujos dados não foram revelados, foi conduzida para a Delegacia de Corrente, no Piauí, em 11 de Janeiro de 2021, após a Polícia ter tido acesso a vídeo onde ela aparece espancando o filho de 2 anos. 

O crime ocorreu em 02 de Janeiro de 2021, portanto, a Polícia Civil só colheu o depoimento da mulher e a liberou logo em seguida. A criança foi levada pelo Conselho Tutelar, que informou tê-la encaminhado à casa de familiares. 

O espancamento foi filmado por alguém do lado de fora da casa, que denunciou anonimamente. 

Bahia: Mães assassina filhos e deixa carta

Geovana de Lima (foto) assassinou seus dois filhos, de 01 e 08 anos, deixou uma carta pedindo perdão aos familiares e vizinhos, avisando que se mataria, e teria separado as roupas para o enterro dos três (os filhos e ela própria), e separado o dinheiro para pagar suas dívidas. 

O caso foi noticiado pelo ‘Balanço Geral’ da Record TV, em 12 de Janeiro de 2021. A mãe assassina foi presa antes que completasse seu plano. Agora pagará também a dívida com a justiça. 

O crime ocorreu em Camaçari, Bahia, e não há histórico anterior de maus tratos. 

Alagoas: Mãe assassina filha de 5 anos

Em 24 de Janeiro de 2021, Josimare da Silva (foto) arrancou parte da língua e os olhos de sua filha Brenda Carollyne da Silva (5 anos). Quando a Polícia Militar chegou ao local, a assassina estava rezando. 

Segundo a Polícia Civil, Josimare possui transtornos mentais e teria surtado, porém, não se sabe a motivação para o suposto surto. 

O crime brutal ocorreu na cidade de Maravilha, em Alagoas. 

Ceará: Torturou e assassinou filho de 8 anos

Numa terça-feira, 02 de Fevereiro de 2021, Carla Valeska da Silva Costa, 28 anos, chegou na unidade de saúde carregando o corpo sem vida de seu filho de 8 anos. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a mulher alegou que a criança sofrera uma queda, para explicar a quantidade de ferimentos e a morte do pequeno. Contudo, a criança possuía histórico de agressões e era acompanhada pelo Conselho Tutelar de Itapipoca, no Ceará, onde o crime ocorreu. A Polícia Civil do Ceará (PCCE) foi acionada. 

Para complicar mais a situação da assassina, os exames constataram que as lesões não eram compatíveis com uma queda. A Polícia Civil autuou Carla Valeska em flagrante por tortura que resultou em morte. A mãe teria então relatado em seu depoimento que a criança tinha um “comportamento difícil”, segundo o Diário do Nordeste.

O Conselho Tutelar realocou os outros filhos na casa de familiares paternos.  

São Paulo: Bebê com evidências de maus-tratos morre e Polícia Civil investiga

Na cidade de Orlândia, em São Paulo, uma bebê de dois meses teve a morte confirmada por um hospital local, após chegar com hematomas e lesões em todo o corpo, segundo o Portal G1.

A mãe, 30 anos, levou a criança ao hospital alegando que a havia encontrado desacordada, após a deixar no berço para verificar a caixa do Correio. Ela alegou que os arranhões no rosto da bebê eram autoinfligidos, mas não soube explicar o restante.

A bebê de dois meses chegou morta ao Hospital; além dos hematomas e lesões, a médica também encontrou traumatismo craniano. Não há histórico anterior de maus tratos. 

O caso ocorreu em 02 de Fevereiro de 2021. A mãe foi presa em flagrante, mas pagou R$2 mil de fiança e responderá em liberdade. 

Paraná: Menino de 6 anos é encontrado amarrado pela mãe

Nesta terça-feira (23), na cidade de Paranavaí, Paraná, um menino de seis anos foi encontrado amarrado ao muro de casa pela própria mãe. A mulher usou um arame para amarrar a criança pelo tornozelo, evitando que ele ficasse na rua, segundo ela. 

A mãe disse que também era amarrada quando criança, mas não houve confirmação dessa alegação. O Conselho Tutelar já acompanhava a situação das crianças há quatro anos, por causa de negligência da mãe; há também uma bebê de um ano vítima de maus tratos. 

O menino foi encontrado com marcas de agressões nas costas e nos braços e estava nessa situação há pelo menos dois dias, segundo os agentes do Conselho Tutelar. O menino e sua irmãzinha foram entregues à avó materna e o Conselho Tutelar pedirá a destituição da guarda. 

O que está acontecendo?

Esses são alguns dos casos ocorridos neste começo de ano; uma pequena amostra da situação. Mediante tais fatos é normal nós perguntarmos: o que está acontecendo? 

Seria um surto coletivo? É errado associar todos os casos de assassinato de filhos por suas mães a problemas psiquiátricos? Essa alegação também vale nos casos onde pais cometem os crimes? Mulheres são esquizofrênicas e homens são o puro mal? É melhor investigar as causas dessa situação, ou dar desculpas confortáveis, que não se se chocam com nossas opiniões?

Em época de isolamento social, bombardeio 24h da imprensa com dados sobre mortes, quebra de empresas durante e após Lockdown, leite materno sendo chamado de “leite humano” e as tentativas de banimento dos termos mãe e pai; numa época de império da propaganda, do cancelamento e tantas outras coisas… Talvez devamos cavar mais fundo para desenterrar a verdade, ainda que seja desagradável e rompa nossas opiniões. 

Com informações do Portal G1, Balanço Geral, Revista Esmeril, A Cidade Online, IstoÉ, O Povo, Diário do Nordeste, jornal Estado de Minas, Gospel Prime e FioCruz.


“O anarquismo nos estimula a ser artistas criativos arro­jados e a não dar atenção alguma a leis e limites. Mas é impossível ser artista e não dar atenção a leis e limites. A arte é limitação; a essência de todos os quadros é a moldu­ra. Se você desenha uma girafa, deve desenhá-la de pesco­ço comprido. Se, dentro do seu método criativo arrojado, você se julgar livre para desenhar uma girafa de pescoço curto, de fato descobrirá que não está livre para desenhar uma girafa. No momento em que se entra no mundo dos fatos, entra-se no mundo dos limites. Pode-se libertar as coisas de leis externas ou acidentais, mas não das leis da sua própria natureza. Você pode, se quiser, libertar um ti­gre da jaula; mas não pode libertá-lo de suas listras. Não liberte o camelo do fardo de sua corcova: você o estaria libertando de ser um camelo. Não saia por aí feito um de­magogo, estimulando triângulos a libertar-se da prisão de seus três lados. Se um triângulo se libertar de seus três la­dos, sua vida chega a um desfecho lamentável.”

– G. K. Chesterton
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1 Comments

  1. “O que está acontecendo?”
    Não sei, mas desconfio que nesse tipo de crime, em que a violência parte de quem mais deveria proteger, contra quem mais deveria ser protegido, pervertendo o próprio instinto materno, a irreligiosidade desempenha um papel mais significativo do que nos demais crimes.

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