O crime aconteceu em 21 de Abril de 2018, na residência onde a família morava no centro de Linhares, região norte do Estado

Os meninos Kauā Sales Butkovsky (06 anos) e Joaquim Alves Salles (03 anos) foram abusados sexualmente e queimados vivos com o ex-Pastor Georgeval Alves (40), na noite de 21 de Abril de 2018, conforme apurou o G1.

O ex-Pastor era pai de Joaquim e padrasto de Kauā. A mãe, a ex-Pastora Juliana Salles, estava viajando na ocasião, segundo o jornal A Gazeta.

Na última decisão da 1ª Vara Criminal de Linhares (ES) encaminhou o ex-Pastor para Júri Popular, enquanto a ex-Pastora foi absolvida das acusações. Contudo, o acusado ainda não sentou no banco dos réus.

Georgeval Alves e Juliano Salles

Na época, os advogados de Georgeval Alves entraram com recursos junto ao Tribunal de Justiça, que ainda analisa o caso. Juliana Salles foi absolvida pelo Juiz André Bijos Dadalto, cujo entendimento foi de ausência de provas suficientes no processo contra a ex-Pastora.

O ex-Pastor Georgeval Alves está recorrendo contra o pronunciamento na decisão que o enviou ao Tribunal do Júri por Homicídio Duplamente Qualificado, Estupro de Vulneráveis e Tortura, praticados contra o filho, de 3 anos, e o enteado, de 6 anos.

Ambos foram acusados pelos mesmos crimes, porém, as acusações contra Juliana foram na forma de omissão. O promotor responsável pelo caso no Ministério Público do Espírito Santo, Claudeval França Quintiliano, externou sua incredulidade frente à defesa que a genitora continua a fazer do acusado de algoz dos seus filhos.

É impensável que depois de todas as provas periciais, testemunhais, documentais, dentre outras, a recorrida continue firme na defesa do co-réu, sem que soubesse do que poderia acontecer com seus filhos. Como se não bastasse, a apelada Juliana, mesmo diante de tantas provas em desfavor do co-réu, ainda foi capaz de simplesmente afirmar ” […] Ele surtou […]”. Ora, se trata, na verdade, de um pacto muito simples; Juliana fica livre do processo e depois Georgeval alega “loucura”, pois “surtou”. Resultado disso: ambos ficarão livres.

– Claudeval França Quintiliano, promotor de Justiça

Três anos se passaram desde o assassinato das crianças e a sensação de impunidade ao casal parece crescer.

Acusado recebeu Auxílio Emergencial

Imagem: Tribuna Online / Dataprev

Por estar inscrito no CadÚnico, o suspeito de assassinar o filho e enteado recebeu automaticamente o benefício do governo. Vale salientar que o mesmo estava detido em uma unidade prisional em Viana, e que teve acesso a R$ 1.800 do auxílio emergencial.

Segundo os registros do Dataprev, o ex pastor Georgeval Alves, recebeu até o momento pelo menos três parcelas de R$ 600 reais. Outras duas ainda estão pendentes. Não é possível saber se ele sacou ou utilizou o dinheiro.

Como é inscrito no CadÚnico, ele não precisou baixar o aplicativo da Caixa e fazer o cadastro para acessar o benefício. Pelas regras do auxílio, todos os inscritos no CadÚnico recebem automaticamente o recurso contanto que cumpram os requisitos mínimos.

Com informações do Dataprev, A Gazeta, Portal G1 e Tribuna Online.


⁠O maior estímulo para cometer faltas é a esperança da impunidade.

– Cícero

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