Marco Frenette recapitula o ataque violento a Roberto Alvim em texto intitulado A verdade factual de uma infelicidade

O assessor direto do ex-Secretário Especial de Cultura, Roberto Alvim, publicou hoje a explicação real a respeito do vídeo que tanto incômodo causou por aí entre quinta e sexta feira, culminando em exoneração e inspirando conjecturas de sabotagem.

A acusação

Alvim foi acusado de “copiar” Goebbels, vejam só, pela imprensa impregnada da mais conhecida prática nazista: criar mentiras e repeti-las sistemática e histericamente até fazê-las parecer “verdades”.

O governo Bolsonaro lida diariamente com esta prática desonesta e baixa. Quem ligar a Globonews a qualquer horário do dia, topará com agentes (sem um pingo de envergadura intelectual) espalhando mentiras que servem a interesses espúrios, não ao debate público saudável. O público é usado como massa de manobra o tempo inteiro.

É rotineiro. E funciona.

A grave falta de cultura dos consumidores de informação distorcida ou fabricada é o cenário perfeito para a amplificação do caos. De repente, a mentira enfiada goela abaixo da massa de gente pouco versada no assunto começa ser repetida por aí, quase sempre com ares de sabedoria…

O caso do discurso de Roberto Alvim foi típico.

Os cabeças do nacional-socialismo alemão (vulgo nazistas) de fato se apropriaram do ideal estético concebido por poetas conservadores românticos (como Novalis) para potencializar o efeito da propaganda. Na prática, portanto, Goebbels inseria elementos deste registro da tradição alemã em seus discursos. Há pesquisa em curso a esse respeito.

Burrice (ou canalhice) foi a imprensa atribuir aquelas ideias a Goebbels.

Significa que desconhece (ou finge desconhecer) os métodos de instrumentalização da cultura praticados pelos regimes totalitários. Os nazistas fizeram o mesmo com arquitetura antiga. Apropriaram-se do registro com fins de propaganda. Amar arquitetura grega é ser nazista? Ou só quando o sentimento está em algum ministro do governo Bolsonaro?

Eis uma questão que devemos nos fazer. A cultura é “selva escura”. Tradições sem vínculo direto se misturam em contextos específicos. Daí o risco constante de se ler o efeito como causa.

O que a imprensa fez com o povo brasileiro ontem? Disse que uma ideia universal ligada à poética do ocidente se reduzia à opinião de um político alemão ligado a Hitler. Colou. Prova de que a cultura vai bem mal por aqui…

Reproduzimos integralmente o texto de Marco Frenette. Vale ressaltar que a tese da sabotagem interna, tão difundida entre a direita, segundo ele não procede.


“Prezados amigos, segue o que realmente aconteceu:

1 – O texto foi escrito pelo próprio Alvim. Ele é um escritor e tradutor. Tem livros publicados, domina as técnicas de escrita e não precisa de assessor para produzir seus textos; e, nesse caso, fez ainda mais questão de escrever pessoalmente. Ele próprio informou a autoria em entrevistas;

2 – A frase infeliz, aquela que guarda semelhanças com a de Goebbels, veio de pesquisas sobre nacionalismos, e, sem saber a origem espúria da frase, a inseriu no seu texto. Ele próprio explicou isso em entrevistas;

3 – Ninguém sugeriu ou colocou sem consentimento o trecho de Lohengrin para comprometê-lo. Alvim ama ópera, e escolheu pessoalmente Lohengrin por seu alto valor estético e por representar a conversão de Richard Wagner ao cristianismo. O próprio Alvim explicou isso em entrevistas;

4 – A Secretaria Especial da Cultura não tem equipe interna de produção de vídeo, mas uma agência externa contratada por meio de licitação, conforme exige a lei. É emitida uma ordem de serviço e a agência envia uma equipe de filmagem, cujos integrantes variam, e depois o material retorna para a agência para ser editado por profissionais que também variam;

5 – Juntem os quatro fatos descritos acima e percebam que não houve uma “ação interna de esquerdistas” para derrubar o secretário por meio de uma frase, mas a esquerda fazendo um pesado e desonesto aproveitamento político de uma infelicidade praticada pelo secretário. Ele próprio explicou isso em entrevistas;

6 – Juntem aos cinco fatos mais este: Alvim é tão “nazista” que convocou judeus, negros, católicos, mulheres e ateus para preencher os cargos de direção das secretarias e fundações, provando ter uma alma verdadeiramente democrática e desarmada;

7 – Se Alvim fosse de esquerda, poderia até ter elogiado Hitler, como fez Lula; ou poderia até ter comemorado o genocídio praticado por Lênin e Stálin durante a Revolução Russa, como fizeram Chico Alencar e Glauber Braga;

8 – A questão real, portanto, é que a vagabundagem esquerdista queria a todo custo a cabeça de Alvim por ele ser conservador, e terminou conseguindo; e com a ajuda de direitistas despeitados e invejosos, que não se conformavam de não terem sido chamados para compor o governo.”


Gostou da matéria? Assine nossa Revista.

24 Comments

    • Alguns órgão como a Globo e Folha nao praticam o verdadeiro jornalismo. São um bando de vagabundos querendo viver de dinheiro facil. Esse lixeiro que se instalou na mídia só serve fazer isso que fizeram com Alvim. Esses orgaos sao um verdadeiro santuário para esquerdistas, desembocadouro de lixo intelectual, se prestando a denegrir a imagem de tudo que foi construído pela nossa sociedade desde 1500, de valores , rende moral.

    • Alguns órgão como a Globo e Folha nao praticam o verdadeiro jornalismo. São um bando de vagabundos querendo viver de dinheiro facil. Esse lixeiro que se instalou na mídia só serve fazer isso que fizeram com Alvim. Esses orgaos sao um verdadeiro santuário para esquerdistas, desembocadouro de lixo intelectual, se prestando a denegrir a imagem de tudo que foi construído pela nossa sociedade desde 1500, de valores , rende moral.

  1. Na minha opinião, temos que levar em conta o conjunto dos fatos… A escolha específica desta música (a predileta de Hitler), somado a um discurso que remete a fazer uma cultura nacionalista, imperiosa.. Alvim tb se apropriou do discurso usado por Goebbels para seu fim… Não é uma questão de coincidência… E por ultimo: está na hora de parar com essa divisão de esquerda e direita para o bem de todos nós…. Tivemos governos corruptos e fracassados de ambos lados… Não foi a esquerda que ‘derrubou’ Alvim… Foi a sociedade inteira que busca liberdade na cultura, na mídia e etc…

  2. Na minha opinião, temos que levar em conta o conjunto dos fatos… A escolha específica desta música (a predileta de Hitler), somado a um discurso que remete a fazer uma cultura nacionalista, imperiosa.. Alvim tb se apropriou do discurso usado por Goebbels para seu fim… Não é uma questão de coincidência… E por ultimo: está na hora de parar com essa divisão de esquerda e direita para o bem de todos nós…. Tivemos governos corruptos e fracassados de ambos lados… Não foi a esquerda que ‘derrubou’ Alvim… Foi a sociedade inteira que busca liberdade na cultura, na mídia e etc…

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado.

This div height required for enabling the sticky sidebar
Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views :